OPINIÃO

Teclando

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Reformatório

Se existe algo que eu não consigo entender, são as intermináveis reformas que assolam o ensino brasileiro. A começar pelo termo “reforma” que, nesse caso, não significa uma melhoria e está mais para o enjambrado. Passei, como vítima e cobaia, por várias dessas propostas. Todas, sem exceção, diminuíram a carga horária, suprimiram matérias importantes e enfraqueceram os currículos. Foi assim com a conta que não fechou da matemática moderna, com o adeus ao francês e com o latim que eu não tive. Menos matemática, menos física, pouca química e escassa biologia. Conhecimentos que fizeram e ainda fazem muita falta no meu dia a dia. Mas o foco dessas reformas irresponsáveis sempre foi criar facilidades. Ou seja, menos aula e mais gente concluindo os estudos. Então, sempre foram involuções. O ensino é uma evolução que parte do senso crítico e necessita aprimoramentos constantes. Suprimir a absorção de conhecimentos é diminuir a qualidade do ensino. Amigos, dois ou três anos mais velhos, aprenderam muito mais do que eu. Outros, dois ou três anos mais novos, receberam menos conhecimentos do que a minha turma. Ou seja, as estapafúrdias mudanças resultaram em uma diminuição do aprendizado. Não foram reformas. Foram deformações. 

Mobral
As verdadeiras reformas educacionais que conheci foram desenvolvidas por Leonel Brizola. No Rio Grande do Sul construiu escolas e contratou professores. No Rio de Janeiro, ao lado de Darcy Ribeiro, apostou no ensino em tempo integral com os Cieps. Nos dois casos propiciou aumentos e não diminuições. Então, por que suprimir? Por que diminuir a oferta de conhecimentos? Essa mania de propiciar facilidades é um túnel que conduz à época do Mobral. Explicando para os mais jovens, o Mobral foi o Movimento Brasileiro de Alfabetização. Era um sucesso de mídia em tempos de censura, mas um fracasso como proposta educacional. Em pleno regime de exceção, teve até uma CPI para investigar o Mobral. Além disso, propiciou muitas piadas pejorativas. Mas também foi uma piada. Interesseira e de mau gosto. Isso, sim, foi falta de educação. 

Educação
A população de Passo Fundo aumentou, há mais automóveis andando pela cidade e muitos veículos da região circulam por aqui. O trânsito ficou mais complicado. Mas o aumento de veículos não pode ser encarado como um problema, pois isto é um indicativo de desenvolvimento. Infelizmente a estrutura viária não acompanhou esse crescimento. Porém, não podemos deixar de observar atentamente a conduta das pessoas, seja como motoristas ou pedestres. Carros em fila dupla ou estacionados em locais proibidos estão entre os problemas mais frequentes. Outro abuso é o que ocorre na esquina das avenidas Brasil com General Netto, onde fazem o retorno pela passagem do canteiro central na contramão. Muitos motoqueiros e alguns automóveis descem a General Netto, fazem um slalom nos canteiros e seguem direto para a outra pista da Brasil. Sim, temos um problema comportamental. Somos mal-educados. Então, nestes casos, as multas terão surpreendente efeito terapêutico. 

Trilha sonora
De Roberto e Erasmo, no tom da inocente rebeldia de 1969, na voz suave de Paula Toller: As Curvas da Estrada de Santos
Use o link https://bit.ly/2NTD6sJ

 

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