OPINIÃO

Teclando

Por
· 2 min de leitura

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

O que vale é o tempo

Nada é mais marcante em nossas vidas do que o tempo. Tanto que tirei um tempinho para falar sobre o tempo. Tempo não é verbo, mas tem passado, presente e futuro. É indicativo e, portanto, transitivo direto e indireto. O tempo é infinitivo e fica muito além do pensar. Deixa marcas e também assume a condição de passageiro. Dependendo do momento é um gerúndio e, perfeito ou imperfeito, vamos vivendo. Corremos contra o tempo e lamentamos pelo tempo perdido. Vivemos o nosso tempo e ainda sonhamos com novos tempos. Para as pessoas o tempo passa e até faz estragos. Mas para as instituições é motivo de orgulho, um certificado de responsabilidade e um carimbo de idoneidade. Ora, então esses atributos tornam-se ainda mais importantes em relação a um jornal. É quando o tempo grava os nossos passos, marca todas as ações e registra a vida. E, nesse indissociável paralelo entre o tempo e a vida, as páginas amarelam e superam épocas. Hoje, O Nacional completa 94 aninhos. Impossível não pensar no tempo. Ainda mais de um tempo tão importante em minha vida. E faz tempo! 

Nostalgia
Sou um tanto conservador em algumas preferências e não abro mão. Assim, sempre falo no Brizola, na Varig etc. Mas essa conduta nostálgica não é privilégio meu. Observem as transmissões de futebol pela televisão. Basta um gol ou uma jogada bonita que, imediatamente, recorrem ao baú em busca de um lance semelhante do Romário, Ronaldinho ou Ronaldão. Sempre os mesmos. Também tem o narrador que num jogo de futebol, invariavelmente, fala sobre o Senna. Sempre o mesmo, nunca sobre o Piquet ou o Fittipaldi. Esse me ganha, pois fala mais do Senna em um jogo de futebol do que eu falo sobre o Brizola durante uma semana. 

Greve e fluxo
A greve da semana passada paralisou o transporte coletivo em Passo Fundo. Bom para os taxistas que tiveram uma manhã com muito trabalho. Conversei com alguns e estavam muito contentes. Além da grande demanda, encontraram facilidades no trânsito sem os ônibus no centro da cidade. Aí voltamos à tecla do trânsito. Ainda está em tempo de planejar o futuro e realizar as intervenções necessárias. Está na hora de deixar de lado a vontade de alguns para privilegiar o interesse coletivo. Isso, claro, com uma conduta estritamente técnica. Temos duas opções: planejamento ou o caos. 

Decolando
Nunca acreditei no imediatismo das oscilações nas bolsas de valores em consequência de fatos políticos. Influenciam, mas não da maneira como propalam. Já sobre a queda do Real em relação ao Dólar, as consequências estão nas prateleiras. Os importados tiveram uma ascensão vertiginosa. 

Iracélio
Sabe quando uma pessoa faz da sua interpretação a verdade? Iracélio é bem assim. Nosso querido Turcão apareceu no Oásis trajando chinelos de dedo. Acioly, com uma leve pitada de estricnina, perguntou se ele iria dirigir usando chinelos. Iracélio confirmou que sim e ainda lascou que “só é proibido na estrada, mas na cidade pode”! Não bastasse isso, ainda pediu um café cappuccino e reclamou que não veio “aquela coisinha por cima”. Ele queria chantilly, mas pediu cappuccino. Ah, Iracélio veio de outro planeta.


Trilha sonora
Como faz falta ligar o rádio e ouvir uma música instrumental. Ao sax o italiano Gil Ventura: Paroles Paroles
Use o link https://bit.ly/2XkbC6Q

Gostou? Compartilhe