OPINIÃO

Teclando

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Por que só os sinos silenciam?
O dobrar dos sinos da Catedral gerou polêmica e resultou em uma mordaça. À noite não ouvimos mais as suas tradicionais badaladas. A medida é em respeito aos ouvidos da vizinhança. Tudo bem. O bem-estar é importante e não quero polemizar. Mas o silêncio dos sinos faz badalar meus neurônios irritados pela barulheira. Na semana passada tínhamos dois circos em Passo Fundo. Os dois com seus carros de som misturando as atrações pela cidade. Na prática, transformaram a Avenida Brasil num picadeiro. E os palhaços éramos nós, com os ouvidos entulhados de gritos. Além disso, tem aquele outro carro de som dizendo que algo é muito legal. Isso pode. Os sinos, não. No sábado, duas lojas de eletrodomésticos propiciaram um festival de poluição sonora. As ofertas se chocavam pelas calçadas, invadiam ônibus, ecoavam nos prédios e paravam em indefesos tímpanos. Literalmente, estavam disputando clientes no grito. Com exagerados decibéis, incomodaram quem estava na calçada, no trabalho ou em casa. Isso pode. Os sinos, não. Motos com escapamento aberto já fazem parte da rotina. Automóveis com som a todo volume, aquele insuportável bate-estacas, parece que é normal. E o pior de tudo é que esses malandros à pilha ainda acham que estão agradando. Isso pode. Os sinos, não. Ora, falta um singelo gesto para abafar essa barulheira: fiscalização. Uma multa sempre tem efeitos terapêuticos eficazes. Acabem com a barulheira diuturna ou, por isonomia, libertem os sinos da Catedral.

A Voz do Rádio
Milton Ferretti Jung encerrou as transmissões. Meu ídolo das ondas hertzianas foi o mais impecável locutor que já ouvi. Era uma aula de dicção, clareza, pronúncia e entonação. Por décadas ele foi o Correspondente Renner da Rádio Guaíba, quando seu vozeirão ecoava no sul do país. Ou bem mais longe. No final de 1973 eu estava em Manaus e, como em todo gaúcho, bateu uma saudade da querência. Então peguei um rádio alemão Grundig Satellit e, obviamente, sintonizei na Guaíba pelas ondas curtas de 25 metros. De repente entrou a característica do Correspondente Renner fora do horário habitual. Fiquei arrepiado ao ouvir a voz de Milton Jung, em edição extraordinária, noticiando o incêndio das Lojas Americanas em Porto Alegre. Ah, a magia e a instantaneidade do rádio. Já tivemos grandes rádios e grandes radialistas. Milton foi o melhor de todos.

Mesa Um
Confraria da Mesa Um do Bar Oásis teve assembleia ordinária na semana passada. O paraninfo da noite foi Júlio Henrique da Costa. Em recepção no Clube Comercial, o destaque ficou por conta dos camarões gratinados com a assinatura da Lisete. A sobremesa teve o já famoso pudim do Biazi que, desta vez, foi servido com cobertura de Mu-Mu.

Iracélio
Tem alguns que se acham donos do mundo. Turcão Iracélio é um desses. Bastou ele ficar sabendo que o Oásis agora tem delivery, para tentar abocanhar o serviço de entrega. “Trabalho com transporte, tenho uma van e entendo do riscado”. Então a Luiza explicou que se trata do iFood, uma empresa que atua pela internet no Brasil e em outros países. Aí, sim, Iracélio foi à loucura. “Não tem problema, transporte nacional ou internacional é tudo comigo mesmo”. Iracélio não toma jeito. Só toma cerveja.

Trilha sonora
É de 1993. A banda norte-americana que viaja entre o hard rock e o soft rock. Mr. Big – Wild World
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https://bit.ly/2xuv6sx

 

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