OPINIÃO

Teclando

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· 2 min de leitura

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Aquela garrafa que escapou

Alguns pequenos imprevistos podem ter dolorosas consequências. Uma cotovelada na quina da mesa ou um dedão do pé na base da cama são acidentes torturantes. Mas uma garrafa de cerveja espatifada no chão é muito desagradável. Se estiver cheia, então será uma tragédia. Foi bem assim quando, na semana passada, uma garrafa de cerveja escorregou da minha mão. Numa fração de segundo uma oktoberfest passou pela minha cabeça. O som do impacto foi uma mistura de um estouro abafado pelo grave do conteúdo e o agudo do vidro quebrado. Psicologicamente já é um problemão. O líquido derramado pode abrir as comportas para outro líquido. Sim, não há como segurar as lágrimas. Mas também temos que enfrentar as consequências físicas e fazer a assepsia necessária. Cerveja no copo tem aroma, buquê. Cerveja no chão tem cheiro forte que logo ser transformará em insuportável odor. O que mais me impressionou foi a multiplicação da garrafa quebrada. Não contei, mas calculo que tenham resultado em torno de 1.800 pedaços, entre cacos, lascas e as mais inusitadas formas de fragmentos.
Abalado pelo acidente e acometido por profunda tristeza, tive que encarar uma inesperada operação de limpeza. E, verdade seja dita, não fomos preparados para isso. Nem em casa e nem na escola nos deram um manual com as ações mais indicadas para essas situações. Comecei atirando páginas e mais páginas de jornal sobre os escombros. Depois juntei os pedaços, enquanto varria os cacos para uma providencial pazinha. A retirada do líquido em meio aos fragmentos foi uma operação de alto risco. Não me cortei, mas levei um tempão para retirar uma parte dos 600 ml desperdiçados. Aparentemente estava limpo, mas logo o puro malte iria exalar um cheiro insuportável. Então despejei um desses milagrosos produtos de limpeza sobre a área da tragédia. Ao secar tudo novamente, encontrei mais caquinhos. Depois, já na sala, senti o atrito de vidros desgarrados do bando. Após 1 hora e 40 minutos de trabalho ininterrupto dei por finalizada a operação. Ou quase, pois tenho a absoluta certeza de aqueles cacos mais rebeldes podem surgir a qualquer momento em algum lugar. Mas, a essas alturas, a garrafa reserva já estava geladinha e a minha sede multiplicada com louvor. Sabe aquele primeiro copo que a gente entorna rapidinho? Nossa... Como é gostosa uma cerveja!


Suaves pontapés no balde

- Quando você entra num táxi ou carro de aplicativo normalmente tem um pouco de pressa. Então o motorista diminui a velocidade e quase para o carro para conferir o celular. A sinaleira fecha e a ansiedade aumenta. Sinal verde e ele arranca na maior calma do mundo, pois está conferindo o aplicativo. Haja saco. Isso provoca ansiedade!

- Seguindo as mais recentes regras, será que também proibirão a venda de laxantes?

- Continuam utilizando alto-falantes na porta das lojas e, pelo excesso de volume, atrapalhando a vida de quem está num raio de mais de 60 metros. No sábado a barulheira é ainda maior. Um decibelímetro e um singelo bloco de multas poderiam acabar com essa palhaçada. 

Brizola
Vale a pena a leitura de “A Metralhadora e a Rosa – O Brizola Que Eu Conheci”. Recebi o livro através do colega José Ernani e agradeço ao autor, o também colega, Iberê Athayde Teixeira. Brizola é sempre interessante. E atual.

Trilha sonora
A música instrumental virou raridade no rádio. Mas é sempre um encanto, aconchegante e um afago para os ouvidos. Como num jazz suave do trompetista Rick Braun – Middle Of The Night

Use o link: https://bit.ly/2ZYD6g9

 

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