OPINIÃO

Teclando

Por
· 2 min de leitura

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

As piadas que não são mais piadas

Até parece que vivemos em outro país, bem diferente do que sempre imaginamos. Há uma confusão mental generalizada. E proposital. A disseminação de mensagens pelas redes sociais foi o ponto de partida dessa desorientação. A maioria das pessoas atirou a bússola na lixeira e navega sem rumo por caminhos perigosos. Sem um Norte verdadeiro, seguem o oba-oba de um momento onde a lógica foi para o espaço. Até pode parecer um simples modismo, que surge e logo desaparece. Mas não é o caso. É uma febre coletiva que inflou tons ameaçadores, vingativos e segregacionistas. Há um coletivo contra as suas próprias estruturas coletivas. As pessoas entendem que nada está certo e, agora, são contrárias a tudo. O tom é de ódio e, assim, o respeito ao ser humano está desaparecendo. Alguns já agem como se não houvesse mais normas para cumprir. Consciente ou inconscientemente, são os novos fora-da-lei. Em meio a esse clima desagregador, ouvimos homens públicos com as mais esdrúxulas propostas. Jogam para uma plateia ensandecida que, mecanicamente, aplaude sem a mínima dose de senso crítico.

Mas também atiram migalhas ao vento, atendendo a demanda oportunista dos interesses de uma pseudo-elite. Na base do ‘se colar colou’, as tradições jurídicas e a cultura social vêm sendo desestruturadas. É uma corrosão da sociedade e de seus valores adquiridos e sedimentados pela vivência. Algumas medidas que surgem por aí até podem parecer inofensivas, mas fazem parte de um conjunto letal. Aquilo que era piada, não é mais. E, entre notícias falsas ou verdadeiras, nem sempre compreendemos o que está acontecendo. Até li algo sobre exportar madeira nativa da Amazônia. É claro que deve ser uma piada, pois representa a contramão do pensamento universal de preservação. Acabou o diálogo e o debate já foi para as cucuias. Estudos e pesquisas são atropelados por rajadas de desprezo. Isso, claro, sem falarmos no desrespeito às nossas tradições jurídicas e seus princípios. Mas as propostas que pipocam por aí acabam conduzindo uma camada da sociedade, sempre uma massa maleável, moldável e caricata. Leio, não acredito e penso que estão brincando comigo. Que bom se isso tudo fosse apenas brincadeira. Nada é por acaso. Ao contrário, é inegável a vergonhosa agressão ao que temos de mais valor na nossa sociedade: o bem comum.

Oásis
Novo ou antigo. Moderno ou conservador. Nestes condicionais, o Bar Oásis equilibra-se para deleite de várias gerações. Velhos quadros estão de volta às paredes rejuvenescidas. O material traz fotos histórias da Mesa Um e três publicações de O Nacional. A mais antiga delas é de 1956, que traz um anúncio do Oásis. Tem um brilhante texto do professor Juarez Azevedo e uma matéria que publicamos em 1993. É um vinculo com a própria história do tradicional ponto de encontro dos passo-fundenses. Nesta combinação, o Léo e a Luiza criaram o estilo vanguarda-retrô.

Roedores urbanos
Aqueceu e os ratos saíram das tocas. Astutos, antes abusavam da cautela e aparecia um ali outro acolá. Agora já estão muito bem aquerenciados nos canteiros da Avenida Brasil. Começam circular bem mais cedo e até assustam incautos pedestres. Andam em grupos e têm por hobby escalar as lixeiras metálicas. Antigamente associávamos os ratos ao queijo. Agora a turma prefere chantilly. Com invejável habilidade, transportam copos plásticos com restos de sorvete. Imagino que tem festa de aniversário na toca.

Iracélio
Sempre atento às novidades, o Turcão Iracélio encomendou centenas de camisetas do Flamengo para vender. Questionado pelo Éden Pedroso, Iracélio explicou: “você não tem ideia do que tem de carioca por aqui. Isso vai render uma boa grana”.

Trilha sonora
Um dos cantores com carreira mais longeva dos Estados Unidos: Johnny Mathis - Unbreak My Heart
Use o link ou clique
https://bit.ly/33mZLUr

 

 

Gostou? Compartilhe