Tricô do bem une terapia e solidariedade

Alunas do Creati confeccionam agasalhos de lã e doam para instituições que atendem pessoas em vulnerabilidade social

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· 2 min de leitura
Voluntárias do Pasec do Creati se reúnem toda a semana, durante o ano inteiro, para confeccionar agasalhos de lã para doar a quem precisa

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Uma vez por semana, as voluntárias do Programa de Ação Social e Educativa do Centro de Referência e Atenção ao Idoso (Pasec/Creati), ligado à Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade de Passo Fundo (VREAC/UPF), se reúnem para fazer tricô. Além de uma ação que tem como propósito ajudar quem precisa, a atividade é uma terapia para as integrantes do Creati, que, em sua maioria, estão aposentadas e agora trabalham para ajudar o próximo.

 

O trabalho funciona por meio de arrecadações e doações e as peças confeccionadas são doadas para creches, escolas, pediatria e maternidade e também para instituições de longa permanência para idosos de Passo Fundo. “A participação no Pasec é de forma voluntária e gratuita. O trabalho é realizado pelas alunas do Creati, que fazem tocas, coletes, luvas, mantas, meias e cobertores”, explicou o coordenador do Creati, Diego Piva.

 

O projeto surgiu por meio de arrecadações de alimentos e de lãs, que eram doados às instituições que necessitavam desse auxílio. Em 2004, Ana Lucia Strapasson Faccio, que, na época, era professora do Creati, teve a ideia de criar o Pasec, com o intuito de confeccionar as peças com as lãs e doá-las prontas às instituições. “Começamos doando alimentos e lãs. Depois, em vez de doarmos as lãs, resolvemos fazer tricô e doar as peças. Nos reunimos uma vez por semana e ainda levamos material para fazer em casa. É muita satisfação doar e saber que alguém vai ficar aquecido neste inverno”, declara Ana Lúcia, 67 anos, professora de educação física aposentada. “Antes, trabalhava com o corpo, agora, com a mente e o espírito”, ressalta a voluntária.

 

Muito mais do que tecer tricô e ajudar o próximo, os encontros são uma espécie de terapia para as voluntárias. “Faço alongamento e dança livre no Creati. Um dia, vi a sala cheia de tricô pendurado e vim ver o que era. Faço voluntariado na Catedral, no Hospital de Clínicas, no projeto Brasil Sem Frestas, e não custa fazer mais um. Hoje, estou tentando aprender a fazer a meia. Faço tricô, crochê, bordo e costuro desde moça. É uma satisfação ajudar o próximo. Quem faz o bem, recebe o bem. Agora, vou tentar engajar outras amigas que estão em casa”, destaca a voluntária Mirta Bueno Frutos, 60 anos.

 

O Programa conta com cerca de 10 voluntárias, que se encontram todas as terças-feiras, na sala do Creati, no Campus III da Universidade. “Sempre comentei que, quando me aposentasse, queria fazer algo na caridade. Entrei no Creati, fiquei sabendo do grupo, e vim ajudar. Estou há dez anos no Creati e há cinco faço parte do Programa. É maravilhoso. A gente se encontra, conversa, esquece até dos problemas. Prefiro ajudar do que ser ajudada”, salienta a voluntária Neiva Loss, de 64 anos, que trabalhou como professora durante 35 anos antes de se aposentar.

 

Ocupar o tempo, conversar, aprender um novo ponto e ajudar o próximo são só alguns dos benefícios do Programa. “Estou no projeto há cinco anos. Só moro eu e meu marido e eu sentia falta de fazer alguma coisa. Elas me convidaram e eu vim. Me ocupa o tempo e sei que estou fazendo uma coisa boa para alguém”, pontua a voluntária Gertrudes Razera, 68 anos.

 

Doações de lã

Os interessados em doar novelos de lã ou em se tornar voluntário devem entrar em contato pelo telefone (54) 3316-8580.

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