Um ano após a seca, município tem poucos avanços na irrigação

Dificuldade para se obter liberação para a construção e açudes é um dos principais fatores

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A seca que castigou o Estado no último ano e frustrou as safras de verão e inverno foi esquecida. Enquanto no período mais crítico do problema se discutiam alternativas para amenizar o problema, quase um ano depois praticamente nada mudou. Os produtores rurais ainda enfrentam dificuldades para licenciar a construção de novos açudes, e muitos deles não podem utilizar os reservatórios já construídos por falta do licenciamento. O resultado, de acordo com dados da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, é que nos dois últimos anos nenhum novo açude foi licenciado em Passo Fundo.

Os motivos para que a situação se mantenha são vários. O principal deles é a dificuldade para se obter o liberação de novos projetos. De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater Municipal de Passo Fundo Ilvandro Marreto de Mello as restrições ambientais fazem, inclusive, com que muitos açudes já construídos não possam ser utilizados para a irrigação, por não terem a licença necessária. “A dificuldade na construção de açudes em área de preservação permanente (APP) reduz a quantidade de reservatórios a serem construídos e a capacidade de um maior armazenamento de água em volume”, pontua. Segundo Mello, legalizar os açudes já construídos é tão importante quanto liberar a construção de novos.

Sem avanços
Depois de todo o problema enfrentado em 2012 não houve avanços na implantação de sistemas de irrigação justamente pelo fator ambiental. De acordo com Mello é comum ainda os produtores esquecerem do problema da estiagem quando volta a chover normalmente e com isso a irrigação fica esquecida. Ainda não há uma cultura para a implementação de sistemas de irrigação permanente, apenas emergencial. Mello pondera que em várias propriedades sistemas de irrigação já são utilizados em pastagens, por exemplo.

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