Alunos da Escola Mário Quintana vencem o desafio Química Itinerante

Projeto promovido pela UPF teve a participação de 25 escolas da região

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As águas de um rio contaminadas e duas empresas suspeitas de cometer esse crime ambiental. O mistério, fictício, foi apresentado para 965 estudantes de Passo Fundo e região, para que pudessem, com o auxílio da química, solucioná-lo por meio de análises dos vestígios, com a aplicação de princípios relacionados à química forense e ambiental. Além de solucionar o crime, os estudantes foram desafiados a realizar um projeto de preservação da água.

A proposta foi elaborada pelo projeto Química Itinerante, desenvolvido pelos cursos de Química (L e B) da UPF que integra o Programa de Integração da Universidade com a Educação Básica do Instituto de Ciências Exatas e Geociências (Iceg). Conforme o coordenador do projeto, professor Lairton Tres, o projeto mais uma vez cumpriu com os objetivos previstos, principalmente no envolvimento dos estudantes com a investigação científica. “É preciso cada vez mais que a universidade se estenda até a comunidade, até as escolas, e que uma passe a fazer parte da outra: universidade, escola e comunidade. Nesse sentido, por meio desse projeto, que envolve os estudantes com situações do contexto em que a química se apresenta, desperta-se o interesse pelas questões que envolvem a formação científica dos sujeitos, o que é fundamental para compreenderem a realidade”, avalia.

Desvendando o mistério
As turmas de 25 escolas da região se envolveram na solução do crime. Para isso, participaram das atividades nos laboratórios de Química do Iceg, UPF. Eles receberam a história fictícia de um caso de contaminação ambiental das águas de um rio, tendo como suspeitas duas empresas também fictícias. A partir disso, trabalharam nas análises dos supostos vestígios, realizando técnicas de cromatografia, identificação de impressão digital, análise de comportamento ácido básico e presença de etanol nas amostras de água. Com isso, conseguiam chegar à indicação da empresa e do possível suspeito.

Para a professora Paula Bordignon, do município de Paraí, a experiência vivida pelos estudantes do Colégio Estadual Divino Mestre foi única. “Realizar práticas investigativas sobre um caso de química forense é uma coisa que jamais teríamos como fazer em nossa escola”, avalia. A opinião é compartilhada pela professora Eliane Deferrari, do Colégio Notre Dame de Passo Fundo. “Como profissional do ensino de química, pude perceber o entusiasmo dos alunos durante a realização das atividades práticas, despertando o encantamento com a disciplina e até mesmo possibilitando interesse em atuar como profissionais nessa área”, pontua.

Proposta de cuidado
A partir do caso desenvolvido, por se tratar de questão ambiental, também foi pensada a proposta de uma atividade prática a ser realizada nas escolas, relacionada à temática da preservação da água. De um modo livre, a partir do tema, alunos e professores foram convidados a produzir um vídeo comentando a ação feita na escola. Dentre as escolas que aceitaram participar do desafio, a vencedora foi a turma 301 da Escola Mário Quintana, de Passo fundo, que, acompanhada da professora de Química Luana Zanelato Amaral, produziu o vídeo “Projeto de preservação da água”. A professora avalia a experiência como positiva. “As ideias partiram dos estudantes e todo o trabalho foi realizado por eles. Eu somente auxiliei na organização e no sequenciamento das atividades. A oportunidade permitiu o trabalho em equipe, o envolvimento de cada aluno dentro da parte em que tem maior interesse e aptidão”, afirmou. A entrega do prêmio ocorreu na tarde de terça-feira.

Para o acadêmico André Slaviero, bolsista PAIDEX do projeto, a iniciativa contribuiu para a divulgação da ciência e do entendimento do seu papel na sociedade. “Atuei como bolsista do projeto e consegui agregar vários conhecimentos acerca do que era trabalhado com os estudantes, além de vivenciar o contato com meu futuro campo de trabalho, as escolas. O projeto assumiu esse compromisso de cativar cada vez mais os estudantes, para que sejam conhecedores da natureza, compreendendo-a. Meu maior desejo é que o projeto jamais finde, sempre se renove e contribua cada vez mais com a qualificação do ensino de ciências”, enfatizou.


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