Aumento do material escolar pode chegar a 10% em 2019

De 20% a 25% do material escolar utilizado pelos estudantes no país é importado

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Em 2019, os pais vão ter que desembolsar um pouco mais ao comprar o material escolar dos filhos. Segundo a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (ABFIAE) o reajuste varia entre 8% a 10% e uma das razões foi o aumento no preço do papel em função da alta do dólar. A associação estima que 20% a 25% dos estudantes do país utilizam alguns itens de material escolar importado, o que explica a influência do dólar.


O reajuste já chegou ao bolso dos passo-fundenses. Segundo o gerente das Lojas Cátia, Vanderson Albuquerque, muitos pais optaram por adquirir a lista da escola ainda na semana que antecede o natal, presenteando os filhos com o material escolar até para garantir menores preços. Porém, conforme Vanderson, quem mais sente o aumento é o cliente que opta por novidades e produtos importados. Devido ao período de férias e viagens, no mês de janeiro a compra de materiais diminui, é o que diz a vendedora Janete Lopes, que também afirma que o período de maior procura é entre o início de fevereiro e os dias que antecedem a volta às aulas. Janete conta que a tendência entre as meninas atualmente é comprar tudo que tenha unicórnios e entre os meninos as estampas de super-heróis são as preferidas.


Um kit básico – produtos mais baratos
Educação Infantil
- Custo médio – R$ 55,21
Caderno, lápis, massa de modelar, tinta, tesoura, cola, borracha, canetinha, lápis de cor, caderno de desenho, apontador, pincel.
Ensino Fundamental
- Custo médio – R$ 37,63
Caderno, esquadro, transferidor, compasso, lápis, caneta, tesoura, borracha, régua, caderno de desenho, apontador.

 

Dicas para economizar
Pesquisar é o primeiro passo, assim o consumidor tem a possibilidade e comparar os preços e escolher o que cabe melhor no seu bolso.
Avaliar os materiais do último ano que podem ser reutilizados, assim só se compra o que for indispensável.


No caso dos livros didáticos, recomenda-se que converse com os pais de outros alunos para comprar material usado se estiver em bom estado.
A tentativa de um desconto é válida quando se compra muitos materiais em um só local, então é recomendável reunir vários pais e comprar os materiais de vários alunos juntos.


Não levar as crianças na hora das compras pode ajudar, mas se optar pela companhia dos pequenos, conversar e orientar sobre o orçamento que pode ser destinado à compra.


A antecedência ao comprar os materiais garante que a loja terá um estoque maior de produtos e livra o consumidor das filas.

 

O que a escola não pode exigir

A Lei 12.886/13 proíbe a inclusão na lista de material escolar do aluno materiais de uso comum (papel higiênico, copos descartáveis, talheres, tinta para impressora, giz, produtos de higiene, limpeza, atividade de laboratório, etc.), nem os utilizados na área administrativa, muito menos taxas para suprir despesas com água, luz e telefone. As escolas também são proibidas de solicitar material destinado à decoração das festinhas que preparam em datas comemorativas (tintas, EVA, colas quentes, plástico oficio, etc.). Caso isso ocorra, é recomendável que os pais solicitem informações para a escola sobre tais pedidos. Se não for para uso pedagógico, é prática abusiva e os materiais devem ser retirados da lista. Na persistência, o consumidor pode formalizar denúncia junto ao PROCON.


Defesa dos direitos do consumidor
Em Passo Fundo, caso tenha alguma dúvida ou reclamação, o consumidor pode entrar em contato com o Balcão do Consumidor que está localizado na Avenida Brasil, 743. O telefone para contato é pelo (54) 3314-7660. Também pode entrar em contato com o PROCON pelo telefone: (54) 3584-1155.

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