OPINIÃO

Coluna Adriano

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Focus - o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na última segunda-feira, elevou mais uma vez a previsão de inflação para este ano. O índice passou de 9,46% para 9,53%. A projeção para o PIB em 2015 sofreu nova redução, a décima segunda seguida, passando de -2,80% para -2,85%. A estimativa para a taxa Selic no final do ano permaneceu em 14,25%. E a projeção para o câmbio passou de R$ 3,95 para R$ 4.

Retração – o crédito a pequenas empresas encontra-se em retração. Depois de sustentarem o crescimento da oferta de crédito para pequenas e médias empresas na maior parte dos últimos três anos, os bancos públicos encerraram o primeiro semestre de 2015 com retração nas operações para esse segmento. Segundo o Banco Central, o comportamento reflete a alta da inadimplência entre pequenas e médias empresas. Desde agosto do ano passado, o atraso nos pagamentos das dívidas tem sido maior nas instituições estatais do que nas privadas. Entre junho de 2014 e junho de 2015, a expansão anual do estoque de crédito para essas empresas nos bancos estatais passou de 13,4% para 0,03%. Nesse período, a parcela de dívidas atrasadas subiu de 3,6% para 5,1%.

Devagar - a indústria de máquinas e equipamentos, um dos termômetros do investimento no país, deve encerrar 2015 com queda de faturamento de 15%, no terceiro ano seguido de recuo, com a desvalorização do real ante o dólar ainda sem produzir efeitos positivos sobre as exportações do setor. Segundo a Abimaq, a receita líquida da indústria caiu 7,4% de janeiro a agosto sobre o mesmo período do ano passado, ficando em R$ 58,17 bilhões. Desconsiderando efeitos cambiais, a queda foi de 14%. Considerando apenas agosto, o faturamento da indústria de máquinas e equipamentos diminuiu 10,7% em relação ao mesmo mês de 2014, ficando em R$ 6,9 bilhões.

Acelerando - com as importações caindo em ritmo mais que duas vezes superior ao das exportações, a balança comercial fechou setembro com mais um superávit comercial expressivo, de US$ 2,9 bilhões. No acumulado em nove meses, o saldo comercial já está positivo em US$ 10,2 bilhões, o que levou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior a aumentar sua projeção de saldo para o ano para valor próximo a US$ 15 bilhões. Até então, o governo trabalhava com a expectativa de que a balança comercial fechasse um ano com um superávit de US$ 10 a US$ 12 bilhões.

Transpacífico – após oito anos de negociações foi anunciado o Tratado Transpacífico, Estados Unidos, Japão, Canada, México, Austrália, Brunei, Chile, Cingapura, Malásia, Nova Zelândia, Peru e Vietna. O novo bloco abrange 40% da economia global. Além da derrubada de barreiras tarifárias entre os países, o tratado prevê regras uniformes de propriedade intelectual e ações conjuntas contra o tráfico de animais selvagens e outras formas de crimes ambientais. Com isso, tem o potencial de influenciar desde o preço do queijo ao custo de tratamentos de câncer.

Mercosul – o Mercosul, com a criação do Bloco Transpacífico, ficou em uma sinuca de bico. Os países do bloco parecem isolados, o Brasil é quem sofre mais. Sofre porque pelo acordo do Mercosul, não pode negociar individualmente com nenhum outro bloco, tais negociações somente poderiam avançar se todos os países do Mercosul concordassem. Diante disso, o Brasil que possui 20% de suas exportações para a União Europeia e 15% para os Estados Unidos. Pelo andar da carruagem, o Brasil está prezo ao chavismo, ao bolivarianismo e ao kirchenismo na Argentina. Como sustentar todos esses países do Mercosul, com a redução das cotações internacionais das commodities que compões a pauta de exportações brasileira? Até quando, iremos nos prender ao bloco? Até quando..................

 Sombra e água fresca – segundo matéria publicada no Jornal O Globo, o governo federal paga pensões vitalícias a pelo menos 60.707 filhas, maiores de 21 anos, de funcionários civis da União. O impacto estimado aos cofres públicos, apenas em 2015, é de R$ 2,4 bilhões." Somando as pensões para filhas de militares, o gasto do governo federal em 2015 chegará a R$ 6,2 bilhões. Enquanto isso país atravessa grave crise econômica, cortando gastos sociais e investimentos.

 Adriano é Coordenador do Curso de Administração da IMED

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