De volta com as fábulas

Desde o semestre passado, alunos da Guaracy Barroso Marinho estão escrevendo suas próprias fábulas e é com os textos deles que o ON nas Escolas retoma as atividades

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O mês de julho passou, as férias acabaram. Mas tudo isso significa um novo começo. Tal como as aulas, o ON nas Escolas está de volta. Na primeira matéria do retorno, retomamos o trabalho que os alunos do sexto ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Guaracy Barroso Marinho estão realizando. Os estudantes, que moram no bairro José Alexandre Zachia, estão escrevendo suas próprias fábulas, através do aprendizado que tiveram nas aulas de Língua Portuguesa da professora Vanessa Hickmann.

De acordo com a professora, a fábula é um tipo de texto curto e, aparentemente, fácil. “No entanto, é muito rico, pois nos faz pensar, não nos deixa ficar quietos, faz debater. O que provoca toda essa reflexão são os comportamentos e hábitos expressos pelos personagens animais, sempre dentro de uma conduta também manifestada pelos seres humanos. Através da moral da história, ocorre um ensinamento que procura formar uma consciência sobre os bons e os maus comportamentos”, explicou a professora na apresentação do projeto.

Primeiro os alunos conheceram uma série de fábulas clássicas e releituras atuais, passando por autores como Esopo, Monteiro Lobato e Millor Fernandes. As aulas seguiram uma sequência: os estudantes ouviram e leram mais de 30 fábulas clássicas escritas pelo grego Esopo. Assim que passaram a reconhecer as características narrativas desse tipo de texto, escreveram suas primeiras histórias. Cada aluno escreveu quatro fábulas e, dentre elas, foi selecionada aquela que ficou mais interessante para a edição de um livro da turma.

Em 13 de junho deste ano o ON nas Escolas dedicou o primeiro espaço para divulgar o trabalho, quando também foram publicadas três fábulas, escritas pelos alunos Leonardo Francisco da Maia dos Santos, Rafael Oliveira Bohrer e Guilherme Martins Ferraz. No dia 19 de junho, outros três textos foram publicados. Dessa vez, dos alunos Natália Navarro da Silva, Alexandre Antunes de Coutinho e Tamara Vedoi dos Santos. Hoje, apresentamos mais quatro fábulas.

A gincana na floresta
Certo dia, na floresta, estava acontecendo uma gincana cultural. Um grupo de cinco amigos tinha que fazer uma pesquisa, um deles disse:
- Que tal nós fazermos uma pesquisa com os animais da floresta?
- Ótima ideia - disse outro - vamos pesquisar um dos gorilas.
De repente, acontece algo inesperado. Um dos gorilas ficou com medo e resolveu atacar um dos pesquisadores.
Os homens procuraram ajudar seu amigo. Na hora ninguém sabia o que fazer, até que se lembraram que, na mochila, havia uma arma de tranquilizante e atiraram no gorila. Depois que ele dormiu, levaram-no para a escola de pesquisa. Passadas algumas horas, os pesquisadores devolveram o animal para seu habitat natural.

Moral: Quem não arrisca, não petisca.
Claudete Boeira - 6o ano B



As badernas na sala de aula

Certo dia, todos os animais da floresta estavam na escola, mas o único que incomodava era o papagaio. Ele incomodava toda a turma com brincadeiras e ruídos e, no lanche, falava de boca cheia. A professora pata registrou tudo no caderninho, mas mesmo assim ele não parava. Quando chamaram a diretora leoa, ela estava furiosa com o papagaio e fez ele assinar uma ata e pediu sua transferência para outra escola.
Na nova escola tinha um guarda e o diretor era o leão mais brabo da floresta. Quando ele chegava, o papagaio ficava quietinho e tremia de medo, mas quando o diretor saía, voltava a ser o mesmo de sempre.
Quando o papagaio chegou em casa, sua mãe estava com uma cinta nas mãos e falou:
- Como foi o seu dia filho?
- Foi bem legal, nós fomos num passeio - respondeu.
- Não mesmo, porque tua professora me ligou e falou que tu foi transferido e que na outra escola o diretor é um leão mais brabo.

Moral: Quem mexe com um mexe com todos.
Daniel Diogo Schafer - 6o ano B



A coruja batalhadora

Numa cidade tranquila morava uma senhora trabalhadora chamada Dona Coruja. Ela sai de casa todos os dias para trabalhar às 5 horas da manhã. Ela nunca se queixava de cansada e, na sua casa, sempre tinha comida, paz, alegria e saúde.
Além disso, Dona Coruja sempre ajudava os outros animais mais necessitados. Por ela ser sempre um animal bondoso, um dia, ela encontrou um tesouro e, finalmente, pode descansar.

Moral: Deus ajuda a quem cedo madruga.
Luís Henrique - 6o ano A



A gata que queria tudo

Certa manhã uma gatinha se vendo no espelho, perto de um rio com água limpinha, viu outro espelho maior no outro lado do rio. Ela ficou olhando e foi pra casa, mas encontrou uma ovelha que perguntou:
- Onde você vai - bé?
- Vou para casa - miau.
- Mas vai deixar seu espelho aqui - bé? - perguntou a ovelha.
- Sim, pois vou ter um maior que esse. Tchau - miau.
Indo para o outro lado do rio, a gatinha também encontrou seu pai.
- Aonde vai minha filha?
- Vou andar por aí, tá, miau.
Chegando perto do espelho, falou para si mesma:
- Miaaau, vou me ver bem mais bonita nesse espelho.
Chegou perto e viu que era só uma pedra grande que refletia igual a um espelho. Então, ela perdeu o espelho que já possuía e ficou sem nenhum.

Moral: Quem tudo quer, tudo perde
Fernanda dos Santos Inchoster - 6o ano A

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