Escolas estaduais enfrentam falta de professores

Problema foi confirmado em, pelo menos, três instituições de Passo Fundo; expectativa é de que a carência no quadro de educadores seja solucionada até a próxima semana

Por
· 2 min de leitura
Na Alberto Pasqualini, desde o início do ano letivo, uma das turmas do terceiro ano do ensino fundamental tem tido aula apenas uma vez por semanaNa Alberto Pasqualini, desde o início do ano letivo, uma das turmas do terceiro ano do ensino fundamental tem tido aula apenas uma vez por semana
Na Alberto Pasqualini, desde o início do ano letivo, uma das turmas do terceiro ano do ensino fundamental tem tido aula apenas uma vez por semana

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

Desde que o ano letivo teve início, parte das escolas estaduais de Passo Fundo vem enfrentando dificuldades para cumprir a carga horária de ensino, devido à falta de professores. No Instituto Estadual Cecy Leite Costa, por exemplo, a carência de docentes para lecionar as disciplinas de Português, Matemática, Física, Ensino Religioso, Espanhol e Produções Interativas afeta cerca de dez turmas, que estão sendo dispensadas até duas horas antes do normal para o período.

O problema se repete também em instituições como a EEEF Jerônimo Coelho e a EEEM Alberto Pasqualini, cujas direções afirmaram não ter recebido qualquer previsão da 7ª Coordenadoria Regional de Educação (7ª CRE) quanto ao prazo para que a situação seja regularizada. Segundo o diretor da Alberto Pasqualini, Elizeu Porto, na escola, uma das turmas do terceiro ano está desde o dia 18 de fevereiro sem um professor titular. “Em um dia da semana, eles têm aula de Educação Física e Produções Interativas, porque há professor. Nos outros quatro dias da semana, eles estão totalmente sem aula, nem vêm à escola. No caso das turmas dos anos finais, em que falta professores para Espanhol, Ensino Religioso, Matemática, Língua Portuguesa e Produções Interativas, elas ficam com um período vago ou vão embora mais cedo, conforme a carência”, explica.

Ainda segundo Porto, quadros semelhantes vêm sendo observados em ainda mais instituições. Entre elas, ele cita a Monteiro Lobato e a Maurício Sirotsky Sobrinho. “Quando entramos em contato com essas outras escolas, para ver a disponibilidade de professores para transferência, eles nos relatam que também estão enfrentando falta de profissionais. Essa é uma lacuna que, depois, precisará ser reposta. É possível que alunos precisem ter aulas de reposição mesmo depois da data oficial de encerramento do calendário letivo. Infelizmente, é algo que não temos a capacidade de resolver”, relata.

 

CRE espera solucionar a situação até a próxima semana

A 7ª CRE informou que está remanejando o quadro de professores, ampliando os horários de parte dos docentes e estudando a possibilidade de firmar novos contratos a fim de preencher a lacuna nos educandários onde tem sido relatada a falta de profissionais. Para a coordenadora da pasta, Carine Weber, as situações são pontuais e devem ser solucionadas até a próxima semana. Ela reiterou, ainda, que a solicitação de professores precisa ser registrada pelas escolas no sistema online da Seduc. É apenas depois do cadastro online que o documento de transferência de professores pode ser emitido pelo órgão.

A necessidade de realocação de professores que, antes, lecionavam determinadas disciplinas, mas que agora precisam assumir outras, seguindo as exigências da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), está entre um dos fatores atribuídos ao problema encarado pelas escolas estaduais. Além disso, nas primeiras semanas do novo ano letivo, o Estado enfrentou um desfalque significativo no quadro de educadores causado pelas férias do magistério estadual em período fora do convencional. Isto aconteceu porque professores que aderiram à greve da categoria, entre novembro do ano passado e janeiro deste ano, precisaram repor as aulas perdidas até o começo de fevereiro. Assim, puderam começar o ano letivo relativo a 2020 somente no começo de março – por lei, professores e alunos devem ter 30 dias de férias entre o término de um período letivo e o começo de outro.

 

Gostou? Compartilhe