Faltam medicamentos para tratar esclerose múltipla

Associação de Portadores de Esclerose Múltipla e Familiares de Passo Fundo estima que cerca de 30 pacientes estejam sendo prejudicados

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Os medicamentos Avonex e Rebisse utilizados no tratamento dos portadores de esclerose múltipla estão em falta há cerca de um mês em Passo Fundo e região. Eles são comprados com verba federal e distribuídos pelo Estado às coordenadorias regionais de Saúde, que por sua vez entregam aos municípios. A Associação de Portadores de Esclerose Múltipla e Familiares tem 58 associados e estima que destes, 30 estão sofrendo com a ausência dos medicamentos. Muitos entraram com mandados judiciais e liminares para conseguir ter acesso, mesmo assim os medicamentos ainda não foram entregues.

Os medicamentos são essenciais para o portador dessa doença. Eles custam em média entre R$ 6 mil e R$ 8 mil. O Avonex possui quatro ampolas que são utilizadas em um mês, já o Rebisse é utilizado três vezes por semana. A 6ª Coordenadoria Regional de Saúde (6ª CRS) repassa mensalmente os medicamentos que chegam de Porto Alegre para a farmácia do município responsável por fazer a entrega aos pacientes. A coordenadora da Associação dos portadores de esclerose múltipla, Marília Mattos, informou que os medicamentos não estão sendo entregues nem com mandados judiciais. “A supervisão farmacêutica de Porto Alegre informou que o Avonex já chegou na capital. Não sabemos o porquê que não chegou ainda aqui”, disse Marília.

A coordenadora informou que não é comum faltar a medicação, mas ela sempre ocorre na troca de governos. A esclerose atinge principalmente pré-adolescentes, adolescentes e adultos jovens. A interrupção do tratamento provoca surtos que causa a paralisação de membros, afeta a visão, a audição, o aparelho urinário, entre outras reações. Quando isso ocorre, eles precisam ser hospitalizados para conter os surtos que sempre deixam sequelas.

 Coordenador em Porto Alegre

O coordenador da 6ª CRS, Alberi Grando está em Porto Alegre participando de uma reunião e entre os assuntos que irá tratar está a falta dos medicamentos para a esclerose múltipla e para outras doenças.

 O que é esclerose múltipla?

Conforme a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) é uma doença crônica do sistema nervoso central que afeta o cérebro e a medula espinhal e que interfere na capacidade do cérebro e da medula espinhal para controlar funções, como caminhar, enxergar, falar, urinar e outras. A ABEM estima que, atualmente 35 mil brasileiros são portadores de esclerose múltipla. Incide geralmente entre 20 e 50 anos de idade, predominando entre as mulheres.

 

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