Jerônimo Coelho volta às aulas com apenas um portão aberto

Entrada de pais também será impedida após policial aposentado agredir e algemar estudante

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Pais e responsáveis deverão deixar e buscar filhos no portão a partir de hoje Crédito: Pais e responsáveis deverão deixar e buscar filhos no portão a partir de hoje Crédito:
Pais e responsáveis deverão deixar e buscar filhos no portão a partir de hoje Crédito:

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A Escola Estadual de Ensino Fundamental Jerônimo Coelho, do bairro São Cristovão, volta às aulas nesta terça-feira (27) após uma semana paralisada devido a um pai de aluno, também policial aposentado, agredir e algemar um estudante de 16 anos, na sexta-feira, dia 17. Devido ao episódio, pais, alunos e professores decidiram durante a semana de mobilização que apenas um portão estará aberto e que entrada de pais será impedida na instituição. De acordo com a diretora da escola, Verlania Serrão, será difícil apagar episódio da história, mas irão buscar “evolução” já que caso foi atípico e não representa a realidade escolar. 

As aulas voltarão ao normal em todos os turnos. Os pais e responsáveis deverão deixar e buscar os alunos no portão.


Um ofício também será encaminhado, segundo a diretora, à 7ª Coordenadoria Regional de Educação (7ª CRE) e Promotoria Regional de Educação solicitando dois monitores para permanecerem junto ao portão na entrada e saída dos estudantes.


A medida foi decidida na última semana, quando a escola esteve mobilizada e realizou ações a fim de definir junto à comunidade escolar alternativas para o ocorrido, uma vez que, segundo a direção da escola, o problema se estendia há dois anos.


Na sexta-feira, dia 25, o pai do aluno e policial aposentado que agrediu o estudante de 16 anos, algemando-o com auxílio de sua esposa, também pediu a transferência dos seus filhos da escola. O caso foi registrado na Polícia Civil e é investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA), que ainda está em fase de oitivas.


Verlania ainda lamenta o caso, mas diz que há esforços para deixar o caso no passado. “Vamos buscar a evolução não da pra ficar só em cima. Não vai se apagar de farto, mas vai amenizando com o tempo e as pessoas vão ver que a escola tem segurança”, destacou.

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