Passo Fundo supera média nacional de casos de Aids

Enquanto a taxa de mortalidade no Brasil, em 2012, foi 5,5% de óbitos para cada 100 mil habitantes, no município este índice atingiu 14,95%

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A demora pela busca do tratamento é apontada como uma das razões para os altos índices de Aids no Rio Grande do Sul. Enquanto o Brasil registra cerca de 20 novos casos por 100 mil habitantes, no estado são 41. Nas últimas três décadas morreram aproximadamente 25 mil gaúchos. Em Passo Fundo, o cenário não é diferente. Existem pelo menos 1.049 pacientes notificados. Um novo balanço atualizado do quadro em todo o país deve ser divulgado nesta segunda-feira, Dia Mundial de Luta contra a Aids.

A constatação de que as pessoas estão procurando ajuda médica tardiamente faz parte de um estudo coordenado pela médica infectologista, Cynara Nunes, da Santa Casa de Porto Alegre, publicado este ano na Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo. Em entrevista ao ON, a especialista explicou que a pesquisa iniciou em 2005, a partir do acompanhamento de 250 pacientes com HIV.

Ela apurou que 60% destes pacientes apresentaram o HIV subtipo ‘C’, originário de países do leste africano. Enquanto nas demais regiões do país predomina o subtipo ‘B’, vindo para o Brasil através dos Estados Unidos.

Uma das diferenças entre as duas variações do HIV, afirma, é que o ‘C’ está associado à pratica vaginal (propiciando o contágio na relação heterossexual) e o ‘B’ à prática anal. No entanto, a progressão da doença de ambos é a mesma. “Concluímos que não há diferença de agressividade entre eles. Uma das questões importantes para este quadro no RS, está no tempo que o paciente, principalmente do sexo masculino, leva para buscar tratamento. Quando isto ocorre, a doença já se encontra em um estágio avançado” explica.

Segundo Cynara, durante um período de 10 anos de epidemia houve uma redução de casos envolvendo homossexuais, porém, nos últimos cinco, um novo dado volta a preocupar. É cada vez maior o índice de jovens homossexuais infectados pelo HIV. “Esta é uma nova geração, que não viu o cenário dos anos 80” afirma.

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