Prostituição da Petrópolis ao Boqueirão

Passo Fundo tem 139 prostíbulos e mais de 400 profissionais do sexo. O que era feito apenas em casas noturnas, agora está expostos de Norte a Sul na cidade

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Raquel Vieira/ON
Foto: Raquel Vieira e Daniel Bittencourt/ON


Uma das profissões mais antigas do mundo está em uma de suas melhores fases. Vender o corpo por prazer e dinheiro parece que virou moda. Não é necessário mais frequentar casas especializadas ou buscar agenciadores para chegar a uma prostituta. Em Passo Fundo elas se proliferaram e estão por todos os cantos da cidade, de norte a sul, de leste a oeste. Petrópolis, Boqueirão, próximo ao viaduto da Av. Brasil, em frente à estação rodoviária e nas esquinas. Em todas as horas, não mais só à noite. Próximo de escolas, paradas de ônibus, lojas, seja o que for. Um levantamento preliminar aponta a existência de mais de 400 pessoas que fazem "programa". Prostituir-se não é crime e nem se trata de preconceito, mas, antigamente, ainda havia pudor para tratar do assunto. Hoje não mais. Virou uma questão de sobrevivência. Uns trabalham de carpinteiro, pedreiro, vendedor. Outros vendem o corpo para sustentar a família, manter o vício nas drogas ou para sobreviver.

O Sosa (Serviço Orientação e Solidariedade à Aids) é a entidade que monitora a prostituição em Passo Fundo. A coordenadora Marlene Brites explica que meses atrás foi feito um cadastramento dos profissionais do sexo com a finalidade de prevenir as relações sem preservativo, evitando a proliferação de doenças venéreas e da Aids. O projeto chama-se Luzes de Neon e desencadeou um trabalho de capacitação, tornando as prostitutas e homossexuais multiplicadores de informação em seus locais e trabalho. "Tivemos que fazer um trabalho de conscientização para que eles não aceitem nem o dobro de pagamento para transarem sem camisinha", disse.

Na época, foram visitadas 139 casas de prostituição em Passo Fundo e outras quatro na região. Também foram identificados oito pontos de prostituição: rua Ângelo Pretto, esquinas da Av. Brasil (Centro), praça Marechal Floriano, no Boqueirão e nas rodovias (saída para Soledade, Carazinho e Erechim).

A matéria completa na edição de ON de 02 a 04 de abril

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