OPINIÃO

Consumidor consciente e a proteína animal

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 O tema é complexo e controvertido, não há dúvida. Os veganos defendem que o consumo consciente em relação à proteína animal requer a eliminação completa do sacríficio dos animais. A idéia é simpática, merece todo o respeito e apoio. Por outro lado é preciso também destacar os esforços de consumidores que não abdicaram totalmente da carne, mas buscam o consumo consciente, levando em consideração também a crise de recursos naturais no planeta, e que estão optando por reduzir a ingestão de carnes e peixes, além de exigirem a comprovação do bem-estar animal. O assunto é abordado na última edição da revista do IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. Para o zootecnista e gerente de agropecuária sustentável da World Animal Protection, José Rodolfo Panim Ciocca, “os brasileiros não precisam abrir mão da proteína animal para ser um consumidor consciente”. Segundo ele, “o consumo ético prega a ingestão ocasional de carnes e peixes produzidos com bem-estar animal”. A realidade brasileira, contudo, é bem diferente. Conforme pesquisas de 2016, realizadas pelo Instituto IPSOS, “mais de dois terços da população não sabe a forma como os animais são criados”. Por sua vez, de acordo com dados da Sociedade Vegetariana Brasileira, cerca de 30 milhões de brasileiros não comem nenhum tipo de carne. Você, que lê essa coluna neste momento, e é carnívoro, já se perguntou se o animal que você come foi bem tratado até ser abatido? Quem sabe a resposta a essa pergunta possa encorajar mais pessoas a se tornarem consumidores conscientes.

 

MAIS TARIFAS

 

A Latam alterou a política de bagagens e passou a cobrar o serviço nos destinos da América do Sul para os Estados Unidos e África. Desde o mês passado, os passageiros da Latam com tarifa light não terão mais direito a despachar nenhuma mala gratuitamente. Já nas modalidades Plus e Plus Premium Economy, foi reduzida de duas para uma bagagem sem cobrança de valor adicional.

MÁSCARAS E ÁLCOOL GEL

O PROCON de São Paulo está adotando uma política de pesquisa de preços nas farmácias do Estado para coibir os abusos de preços na comercialização de máscaras e álcool gel, dois produtos indicados para enfrentar o corona vírus. A idéia deveria se espalhar por todo o país, mas não há notícias de nenhum tipo de iniciativa no Rio Grande do Sul e em Passo Fundo. Como é comum no Brasil, a grande procura por esses produtos fez com que os preços se elevassem sem qualquer justificativa plausível. Para enfrentar a avidez do lucro é preciso fiscalização. Os consumidores lesados poderão denunciar no PROCON para que medidas sejam tomadas.

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Júlio é advogado, Especialista em Processo Civil e em Direito Constitucional, Mestre em Direito, Desenvolvimento e Cidadania.

 

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