Programação dos 150 anos da Romaria de São Miguel começa com plantio de mudas

A ação será feita mensalmente até setembro de 2021, quando acontece o evento

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Luciano Breitkreitz/ON Luciano Breitkreitz/ON
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Em função da pandemia do novo coronavírus e todas as restrições impostas pelo isolamento social, o último domingo do mês de setembro não contou com a tradicional Romaria de São Miguel de forma presencial. A Romaria, que completou 149 anos de existência e é a mais antiga do Rio Grande do Sul, ocorreu de forma virtual, com transmissões ao vivo das celebrações. Tendo em vista o ano de 2021 e a realização da 150ª edição do centenário evento, terá início a ação de plantio de 150 mudas de árvores, que serão feitas até o aniversário da Romaria. O evento está sendo organizado por padres da Paróquia São Vicente de Paulo.

A ação será realizada em todos os dias 29 de cada mês e pretende, até setembro de 2021, plantar 150 mudas de ipês, representando o número de edições do evento. A primeira etapa do plantio ocorreu nessa terça-feira, dia 29, e foi seguida de uma celebração eucarística, além de orações às vítimas do coronavírus em Passo Fundo. Todas as árvores serão plantadas ao redor da Capela de São Miguel.

De acordo com um dos organizadores do ato, o padre vigário da Paróquia São Vicente de Paulo, Joule Windson Cunha Santos, a ação foi inspirada pela Laudato si’, carta encíclica escrita pelo Papa Francisco, em 2015. Com o subtítulo ‘sobre o cuidado da casa comum’, a obra aponta caminhos para a conscientização e mudança de algumas formas com que o ser humano estabelece seu contato com o meio ambiente. “Comemorando os 5 anos da proclamação desse escrito do Papa Francisco, a gente quer fazer esse gesto bonito de estar em comunhão com toda a igreja”, explica o padre.

Para o padre Joule, a ação visa causar o impacto na consciência da mudança de pensamento da comunidade e das pessoas. “Começando com as crianças, acredito que, como estão iniciando sua caminhada, elas possam criar esse espírito do cuidado, do quão importante e essencial é o cuidado na vida do ser humano. Todos nós um dia fomos cuidados por alguém. Esse cuidado faz parte da própria essência do ser humano”, aponta. Se tratando do plantio de árvores, evidentemente o impacto não é apenas social. Em termos ambientais, o padre indica para diversos fatores, como a importância das plantas para a manutenção da biodiversidade do planeta, redução da poluição, regularidade das chuvas, entre outros, que também são visados no momento de realizar o plantio das árvores.

De acordo com Joule, a ação foi organizada juntamente com o secretário do meio ambiente de Passo Fundo, Rubens Astolfi. Além do plantio das 150 árvores, também está sendo planejada a construção de um corredor de hortênsias na rua que leva à capela. Além destas ações, as atividades especiais da 150ª edição da Romaria de São Miguel já estão sendo discutidas, visando realizar uma grande festa - em caso de retorno à normalidade, no que diz respeito à pandemia.

As origens

A história de São Miguel com o município de Passo Fundo tem início ainda no século XIX, quando Generoso e seu filho, Isaías, retornavam feridos da Guerra do Paraguai para a cidade. No caminho, os negros escravos encontraram a imagem do Arcanjo, presente em uma estátua, e trouxeram para o município. Após regressar ao Pinheiro Torto, atual distrito do Pulador, eles construíram uma capela a São Miguel, produzida com parede de pau a pique (revestida de barro) e coberta de capim.

A partir disso, em 1871, foi realizada a primeira festa de São Miguel, como forma de cultivar a devoção ao Arcanjo, tradição que perdura até os dias atuais. A capelinha foi substituída duas vezes. Na primeira, foi construída de madeira. Já na segunda vez, concluída em 1952, a capela foi feita com tijolos e coberta de telhas. Essa é, inclusive, a versão atual da capela. Anualmente, o tradicional evento reúne, em média, aproximadamente 15 mil fiéis para as celebrações no local.

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