Testes do coronavírus apresentam em queda em Passo Fundo

Redução da demanda começou a ser identificada a partir de setembro

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A ampla testagem da população é uma das recomendações da Organização Mundial da Saúde (Foto: Divulgação/Arquivo)A ampla testagem da população é uma das recomendações da Organização Mundial da Saúde (Foto: Divulgação/Arquivo)
A ampla testagem da população é uma das recomendações da Organização Mundial da Saúde (Foto: Divulgação/Arquivo)
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Desde março, Passo Fundo já testou mais de 34,9 mil pessoas para o novo coronavírus, até a quinta-feira (05). Desse total, 24% dos testes tiveram resultado positivo. Ao longo desses meses, o número de testes e de casos cresceram progressivamente, chegando a um pico no mês de agosto, quando a cidade realizou mais de 8,2 mil testes e teve a semana epidemiológica com número mais alto: 578 casos confirmados entre 16 e 22 de agosto.

No entanto, a partir de setembro, o número de testes e casos começaram a cair. Em setembro foram pouco mais de 6 mil testes, número inferior à testagem de junho, quando a cidade realizou 6.161 testes. Em outubro, o número seguiu em queda, com mais de 4,9 mil testes. O número de outubro corresponde a aproximadamente 60% do registrado no mês de pico, em agosto.

“A queda é em função de menos demanda”, justificou a Secretária de Saúde de Passo Fundo, Carla Beatrice Gonçalves. Ela ressaltou que a cidade tem testes disponíveis para todos que necessitarem. 

Recomendação 

A ampla testagem da população é uma das recomendações da Organização Mundial da Saúde para o combate da pandemia. A última etapa da pesquisa Epicovid19-RS, realizada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e pelo governo estadual, com resultados divulgados em 10 de setembro, mostrou que um a cada 72 gaúchos tinham anticorpos para o coronavírus e que para cada caso real de infecção existiriam 1,1 não registrado oficialmente. Devido à descontinuidade da pesquisa, não há dados mais recentes.

Atendimento

A queda na demanda, citada pela Secretária, pode ser observada pelos atendimentos no Cais Petrópolis, onde fica o Centro de Atendimento para Enfrentamento da Covid-19. Em agosto, o número de atendimentos chegou a 3.448, com a média de 111 atendimentos por dia. Em setembro o número total caiu para 2.175 e a média para 73. Em outubro houve um leve crescimento, para 2.244 e média de 72 (o mês de outubro tem um dia a mais que setembro, o que diminui a média). A cidade segue realizando ações de barreira sanitária, com os números se mantendo estáveis entre agosto e setembro.

Situação atual

A cidade vinha registrando queda dos casos confirmados desde a semana de 30 de agosto, o cenário mudou no final de outubro, chegando a 367 casos confirmados entre 25 a 31/10. Até 05 de novembro a cidade realizou 509 testes e teve 138 casos confirmados. Devido a publicação do boletim na quinta-feira (05), a semana epidemiológica de 01 a 07 de novembro não tem dados completos.

Em relação a queda dos casos ativos, observada entre setembro e outubro, a Secretária de Saúde disse em entrevista no final do mês passado que a causa era um conjunto de ações. “Em especial a identificação, isolamento e monitoramento dos casos e devido ao próprio processo da pandemia, considerando a circulação do vírus e o desenvolvimento de imunidade daqueles que já tiveram contato”, explicou. Naquele momento já era observado um aumento dos atendimentos no CAIS Petrópolis, o que se manteve, com os atendimentos chegando a 628 entre 25 e 31 de outubro. 

“Saliento que a situação é muito frágil ainda, pois se houver uma ampliação das interações e relaxamento de cuidados e precauções pode haver aumento de casos, como temos observado em outros locais, tanto no Brasil como no exterior. Reforçamos a necessidade de uso de máscara, lavagem das mãos, distanciamento entre as pessoas e não realização de aglomerações”, disse a Secretária de Saúde.

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