OPINIÃO

“Estende a tua mão ao pobre” (Sirácida 7,32)

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“Estende a tua mão ao pobre, para que a tua propiciação e tua bênção sejam perfeitas. Tua generosidade atinja todos os viventes: mesmo aos mortos não recuses a tua piedade. Não deixes de consolar os que choram, aflige-te com os que estão aflitos. Não hesites em visitar os doentes: assim hás de ser confirmado na estima de todos. Em todas as tuas obras lembra-te do teu fim e jamais pecarás” (Sirácida (Eclesiástico) 7, 32-37)

São ensinamentos recolhidos por um sábio, por volta do ano 180 a.C., que estava à procura da sabedoria para tornar melhor a vida e conhecer as mais diferentes situações existenciais, entre elas a pobreza. Este texto bíblico inspirou a mensagem do Papa Francisco para o IV Dia Mundial dos Pobres a ser celebrado no dia 15 de novembro de 2020. Na memória litúrgica de Santo Antônio, 13/06/2020, o papa divulgou uma mensagem, da qual transcrevo uma parte, mas que vale a pena se conhecida na íntegra.

«Estende a tua mão ao pobre» (Sir 7, 32): a sabedoria antiga dispôs estas palavras como um código sacro que se deve seguir na vida. Hoje ressoam com toda a densidade do seu significado para nos ajudar, também a nós, a concentrar o olhar no essencial e superar as barreiras da indiferença. A pobreza assume sempre rostos diferentes, que exigem atenção a cada condição particular: em cada uma destas, podemos encontrar o Senhor Jesus, que revelou estar presente nos seus irmãos mais frágeis (cf. Mt 25, 40).

“Manter o olhar voltado para o pobre é difícil, mas tão necessário para imprimir a justa direção à nossa vida pessoal e social. (...) O encontro com uma pessoa em condições de pobreza não cessa de nos provocar e questionar. Como podemos contribuir para eliminar ou pelo menos aliviar a sua marginalização e o seu sofrimento? Como podemos ajudá-la na sua pobreza espiritual? A comunidade cristã é chamada a coenvolver-se nesta experiência de partilha, ciente de que não é lícito delegá-la a outros. E, para servir de apoio aos pobres, é fundamental 

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