Uma temporada de verão diferente

Após a autorização da abertura das sedes campestres pelo governo do Estado, clubes sociais se adaptam para receber seus sócios com segurança

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O banho de sol contará com distanciamento entre as pessoas. (Foto: Lucas Marques/ON)O banho de sol contará com distanciamento entre as pessoas. (Foto: Lucas Marques/ON)
O banho de sol contará com distanciamento entre as pessoas. (Foto: Lucas Marques/ON)
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Com a chegada do verão e as temperaturas cada vez mais altas, naturalmente as pessoas passam a buscar novas opções de entretenimento. Porém, com todas as restrições impostas pela pandemia, elas tornam-se mais escassas. Uma alternativa tradicional nesta época do ano são os clubes sociais, que entram na temporada de verão e possuem, em suas sedes campestres, uma atração em espaço aberto aos associados que buscam lazer. Assim como todos os estabelecimentos, os clubes sociais tiveram que adaptar sua estrutura para garantir segurança aos seus frequentadores. Com isso, após autorização do governo do Rio Grande do Sul, eles estão liberados para iniciar suas temporadas de verão a partir deste sábado (21).

Para a liberação, presidentes de clubes sociais de todo o estado desenvolveram, através de conferências online, protocolos a serem seguidos na reabertura, o qual foi entregue ao governador do RS, Eduardo Leite - bem como, no caso dos clubes sociais de Passo Fundo, ao prefeito da cidade, Luciano Azevedo. “Os clubes de todo o Estado estão sendo os últimos a serem liberados. Clube envolve aglomerações, então temos que ter todos os cuidados quanto a isso. Mas estabelecemos os protocolos determinados pelo poder público estadual e municipal, e nada está acontecendo sem a autorização dos mesmos”, indica o gerente administrativo do Clube Recreativo Juvenil de Passo Fundo, Clóvis Kümpel.

Para o cumprimento de todas as normas estabelecidas, a entidade também conta com o bom senso e respeito dos frequentadores. Para evitar aglomerações em áreas comuns, como as piscinas, por exemplo, será estabelecido um limite de pessoas e a orientação do espaçamento entre elas. Quanto às churrasqueiras, foi definido um máximo de oito pessoas ao redor de cada uma. “Há a exigência de que nossos funcionários sejam fiscais. A diretoria será um fiscal. Se verificarmos aglomerações, vamos pedir para que sejam diluídas. Não acreditamos que irá ter teimosia, pois está todo mundo consciente”, atesta.


Normas

Além do já costumeiro uso obrigatório de máscara e da recomendação da higienização frequente das mãos, com álcool gel, o clube determinou algumas outras restrições que farão a vida do associado um pouco diferente nesta temporada de verão. Dentre elas, estão o distanciamento entre as cadeiras de sol, impossibilitando os banhos de sol em conjunto entre familiares ou amigos, a ausência de público nas partidas de campeonatos esportivos, o isolamento de 50% dos chuveiros nos banheiros e a ausência da prática da preparação de cuias de chimarrão. “São detalhes que ainda irão apresentar variações durante a temporada, mas vão requerer de nós, gestores, muito mais atenção junto aos colaboradores e associados”, comenta o gerente administrativo. No primeiro momento, as piscinas que contam com brinquedos aquáticos não serão abertas, para evitar a formação de filas.


Importância financeira

Tradicionalmente, as temporadas de verão são os eventos mais importantes no ano de clubes sociais. Devido a isso, a autorização do início da temporada, unido à abertura das sedes campestres, representou um alívio para os clubes de todo o Estado. “Seria um caos para os clubes sociais do RS se a temporada de verão tivesse sido cancelada, porque eles têm o seu ápice na temporada. Segundo comentários de alguns presidentes, têm clubes no Estado que se não voltassem, teriam que ser fechados”, aponta Clóvis. No caso do Juvenil, no período desde o início da pandemia, o clube contou com uma redução considerável de associados. “Hoje temos de 20% a 25% de inadimplência”, revela.

Além desse fator, o público que poderá frequentar o local sofrerá novas reduções em decorrência do clube não fornecer para esta temporada os convites mensais gratuitos destinados a não-sócios. “Antigamente tínhamos os convites, que cada sócio poderia retirar um por mês e isso ocasionaria no aumento de aproximadamente 1 mil pessoas a mais frequentando a piscina, porém esse ano tivemos que cortar isso em virtude da pandemia”, explica.


Opção de entretenimento

Conforme Clóvis, atualmente há problemas com aglomerações em ruas, balneários, entre outros. Com isso, para ele, os clubes sociais surgem como alternativa de entretenimento. “Esse público vai para dentro do clube. Só que dentro do clube temos regras, e nós estaremos atentos”, ressalta. De acordo com ele, são frequentes os relatos de associados que estão cansados de ficar em casa. “As pessoas precisam de entretenimento, e nada melhor do que o entretenimento em uma sede campestre com 30 hectares, ar puro e todos os cuidados possíveis”, conclui.

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