Um espaço de escuta, orientação e auxílio

Projur Mulher e Diversidade, projeto de extensão da UPF, precisou se reinventar durante a pandemia, mas segue sendo espaço de apoio para mulheres e comunidade LGBTQI+

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Foto: Leonardo AndreoliFoto: Leonardo Andreoli
Foto: Leonardo Andreoli
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Há 16 anos o projeto de extensão Projur Mulher tem atuado no apoio e auxílio de mulheres em situação de violência, seja física, verbal ou moral, em todos os cenários da sociedade. Desde 2017, abriu as portas também para a comunidade LGBTQI+, atuando como um suporte para a defesa e reconhecimento de direitos. Em tempos de pandemia e isolamento social, o Projur precisou se reinventar para atender a demanda. Contudo, o projeto segue com o seu objetivo de ser o direito em movimento, interagindo com as diversas realidades e ajudando os que mais precisam.

Segundo a coordenadora do projeto, professora Dra. Josiane Petry Faria, o Projur procura acompanhar e apoiar pessoas que querem promover uma transformação em sua vida. “Acredito que o projeto está popularizado e hoje atendemos todo tipo de violência de gênero, trabalhando com respeito e o promovendo a dignidade das mulheres que procuram o serviço”, pontua.

O Projur Mulher e Diversidade é vinculado à Faculdade de Direito da UPF. Por isso, conta com o trabalho de acadêmicas da graduação e também de mestrandas do Programa de Pós-Graduação em Direito.

Graças a essas várias mãos, o espaço consegue oferecer atendimento aos processos jurídicos, junto aos órgãos competentes, bem como atuar na assistência a acusação, ajuizamento de ações de divórcio, pensão, guarda, troca de nome e solicitações de hormonioterapia, cirurgias para retirada de mamas, entre outras. “Todas as pretensões traduzidas juridicamente são atendidas e para aquelas que não são judiciais, fazemos o acompanhamento junto aos serviços que são disponibilizados pelo Estado ou Município”, explica.

 

Desafios da pandemia

As medidas de isolamento social para o combate ao Coronavírus trouxeram muitos desafios para a equipe. Com os atendimentos suspensos, eles se viram diante de uma realidade perigosa: não poder auxiliar a quem precisa. Porém, assim como em vários setores da sociedade, o projeto também viu nas tecnologias uma oportunidade.

De acordo com Josiane, com o uso do whatsapp foi possível fazer contato, atender novas demandas, acompanhar processos e ainda oferecer assistência e orientações. A tecnologia também possibilitou a ampliação das ações, com debates feitos por meio de lives, o Projur Mulher e Diversidade, alcançou novos públicos. “A tecnologia nos permitiu levar mais informações para a comunidade, por meio de diversas lives feitas. Nestes momentos, conseguimos, por exemplo, atender mulheres de outros estados. Apesar desses benefícios, estamos desejosos de que os atendimentos presenciais voltem, para que possamos retomar nosso contato humano, olho no olho e atento à realidade de cada pessoa”, observa.


Projur Mulher: um serviço gratuito e disponível

O Projur Mulher e Diversidade atende de segunda a sexta-feira, das 13h30min às 17h30min, por meio de diversos canais, entre eles perfis no Instagram, Facebook, bem como pelo e-mail projurmulher@upf.br e ainda pelo whats (54) 99202-5145. Por esses canais, também é possível realizar agendamento presencial, que ocorre nas quartas-feiras.

Com um trabalho solidificado junto às mulheres, o Projur agora busca ampliar os atendimentos e chegar ainda mais perto da comunidade LGBTQI+. Segundo Josiane, Passo Fundo tem uma demanda grande de mulheres trans, que atuam como profissionais do sexo e que, às margens da sociedade, carecem de atenção em todos os aspectos de cuidado. Além disso, a realidade de jovens cuja orientação sexual causa conflitos familiares e situações de risco nas escolas geram preocupação e acendem um alerta no grupo que atende os chamados.

Para concretizar essa aproximação, a ideia é organizar ações e estratégias para que esse público sinta segurança ao procurar ajuda. “Ainda precisamos de uma maior permeabilidade na comunidade LGBTQI+, que não só precisa de representatividade, mas de respeito aos seus direitos”, destaca a coordenadora.


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