Militares juram lealdade a Maduro e rechaçam "ingerência externa

García ressaltou que as Forças Armadas da Venezuela se fundamentam em três pilares: a obediência, a disciplina e a subordinação

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Manifestações na VenezuelaManifestações na Venezuela
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Comandantes militares de várias regiões da Venezuela vieram a público, na manhã de ontem (24), para jurar lealdade ao presidente Nicolás Maduro, que reconhecem como chefe em exercício constitucionalmente eleito. Ao falar, cada um deles estava cercado por subordinados – alguns, por centenas de militares. “Juramos lealdade à pátria, à Constituição e às leis da República”, disse o general Manuel Gregório Bernal Martínez, comandante da região que reúne os estados de Mérida, Táchira e Trujillo.


“Somos um país soberano, com autodeterminação. Somos um país democrático cujo presidente é eleito apenas por seu povo, que é soberano em relação às decisões do destino de nossa pátria e, por meio do voto livre e secreto, elegeu o cidadão Nicolás Maduro Moros como presidente”, acrescentou o general. “Ratificamos nosso irrestrito apego à Constituição e às leis da República venezuelana. Rechaçamos categoricamente todo o tipo de ato ilegal adverso à vontade do povo soberano e a qualquer ato que atente contra a instabilidade da Nação”, destacou o general Víctor Palacio García, comandante da região de Los Llanos, que compreende os estados de Apure, Barinas, Portuguesa e Guarico.


García ressaltou que as Forças Armadas da Venezuela se fundamentam em três pilares: a obediência, a disciplina e a subordinação. "Por isso, honrando a tradição de nossa instituição, somos a garantia de estabilidade, independência, soberania e paz. Neste sentido, só reconhecemos e ratificamos lealdade absoluta ao presidente constitucional Nicolás Maduro Moros”, acrescentou.


O comandante da Região Estratégica de Defesa Integral Central, que abarca os estados de Aragua, Carabobo e Yaracuy, Domingo Hernández Lárez, também se pronunciou cercado por soldados, suboficiais e oficiais. Afirmando falar em nome dos “mais de 247 mil homens e mulheres do Exército, Armada, Aviação, Guarda Nacional e Milícias Bolivarianas pertencentes ao território sob seu comando”, Lárez disse que os militares “fiéis a suas convicções e juramento de fidelidade” proclamam lealdade e subordinação absoluta a Maduro. “Eleito pelo povo, é ele o único que ostenta o mando direto e supremo da Força Armada Nacional Bolivariana. Meu comandante, conte com esta região para apoiá-lo em seu esforço diário para lograr a estabilidade e o fortalecimento de nossa pátria.” No mesmo tom, pronunciou-se o general Jesús Mantilla Olivero, comandante da região de Guayana (Amazonas, Bolívar e Delta Amacuro). Olivero ratificou “o compromisso, lealdade e subordinação ao presidente constitucional Nicolás Maduro”.


Onze dos 14 países do Grupo de Lima apoiam Guaidó
O Ministério das Relações Exteriores do Peru divulgou uma declaração conjunta na qual 11 dos 14 países que compõem o Grupo de Lima reiteram apoio ao presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó. No texto, destacam o esforço conjunto para restaurar a democracia e realizar novas eleições gerais.


O comunicado tem apoio dos governos da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru. Não subscrevem o documento Guiana, Santa Lúcia e México.


[O Grupo de Lima apoia] o início do processo de transição democrática na Venezuela, no âmbito da sua Constituição, para realizar novas eleições no menor tempo possível, com a participação de todos os atores políticos e com garantias internacionais e normas necessárias para processo democrático”, diz a declaração.O texto ressalta a confiança em Guaidó e reitera que considera ilegítimo o regime de Nicolás Maduro. “[O Grupo de Lima ] reconhece e expressa seu pleno apoio ao presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que assumiu como presidente da República Bolivariana da Venezuela, considerando as normas constitucionais e com a ilegitimidade do regime Nicolás Maduro.” No comunicado, os 11 países condenam a violência registrada nos protestos de rua em várias cidades venezuelanas. “[Os países que integram o grupo] condenam os atos de violência ocorridos na Venezuela e insistem que o Estado de Direito, os direitos fundamentais do povo e a paz social sejam garantidos, enquanto ocorre a transição do governo.”

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