Uma aventura ao ronco dos motores V8 do Galaxie

Passo-fundenses atravessam a Cordilheira dos Andes para divulgar o Encontro de Carros Antigos

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De Passo Fundo a Viña Del Mar. Ida e volta serão quase 5 mil quilômetros. Esse é o roteiro de um grupo de passo-fundenses formado por 10 aficionados pelo antigomobilismo. Eles viajam em três unidades de um automóvel que fez história no Brasil: o Galaxie. Apaixonados pelo automobilismo, são integrantes do Auto Club Veículos Antigos de Passo Fundo. Colecionadores, pilotos ou mecânicos, adoram aventuras, ronco dos motores e têm elevada octanagem nas veias. Na quinta-feira iniciou a aventura com um sabor de nostalgia. Os imponentes Galaxie passam e atraem os mais curiosos olhares em solo brasileiro, argentino, chileno ou uruguaio. Carinhosamente chamado de Galoxão, o Ford Galaxie é tracionado por motor V8 e gosta de ‘beber’ um litro de gasolina a cada 6 km. Mas oferece muito conforto sobre uma suspensão macia e quase flutuante.

 

Carros & tripulantes
As três relíquias utilizadas na viagem têm, em média, 45 anos. Um é o Galaxie 500 modelo 1972 na cor azul turquesa, tendo como tripulantes Igor Loss da Silva, Claudir Zandoná e Manoel Antônio Gomes. O Galaxie Landau ano 1976 prata leva Marcelo Araújo Vargas, Hugo Vargas Filho, Aido Fante e Rodrigo Côgo. Já o Galaxie 500 ano 1979 azul oliva tem a bordo Eduardo Antônio Feijó, Carlos Nino Feijó e Mark Dilda. A viagem integra o calendário de eventos do Auto Club Veículos Antigos. “O ACVA procura promover a cada dois anos uma viagem para os seus integrantes com automóveis antigos. A preferência pelo Galaxie foi pela robustez e conforto”, explicou Igor Loss da Silva.

 

Viagem tranquila
Ao contrário do que muitos podem imaginar, esses automóveis antigos não representam risco de problemas técnicos. São verdadeiras joias e têm impecável manutenção. “Chegamos agora (terça-feira) ao destino final da viagem sem qualquer contratempo. Saímos na quinta (19) de Passo Fundo em direção a São Borja, onde pernoitamos. Após nos dirigimos até Santa Fé, onde pernoitamos novamente. Depois, na perna mais longa, foram 900 km até Mendoza, onde passamos dois dias e visitamos a Bodega Lopes e o centro da cidade. Em direção a Santiago do Chile, tivemos o trecho mais bonito da viagem, com as estações de esqui, montanhas com neve e a temida Estrada de Los Caracoles”, contou Igor.

 

Divulgando, conhecendo...
O comboio passa, chama a atenção e ganha aplausos. “Vamos passando e colhendo elogios e aplausos pela excentricidade dos carros que não foram comercializados nesses países. Temos a finalidade, também, de promover nosso encontro de carros antigos em novembro, dias 9 e 10, no Gran Palazzo, com a expectativa de receber mais de 10 mil visitantes onde os veículos também estarão expostos. Para isso estamos levando o convite aos antigomobilistas dessa parte do continente”. Enquanto isso, os representantes do ACVA conhecem novos lugares e, é claro, também reverenciam Bacchus. “Aqui em Santiago visitamos a bodega do Casillero del Diablo. Estamos a caminho de Viña del Mar e Valparaíso”, contou Loss. Mas a aventura continua. “Amanhã (quarta-feira) iremos ao Vale Nevado. No outro dia começa nosso regresso e, com a graça de Deus, continuaremos sem nenhum contratempo”, completou.

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