Pedagoga é selecionada para programa mundial de ativismo ambiental

Evento vai reunir jovens líderes com o ex vice-presidente americano, Albert Gore

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Em 2017, Helena atuou junto às equipes de facilitadores na cultura de paz em MoçambiqueEm 2017, Helena atuou junto às equipes de facilitadores na cultura de paz em Moçambique
Em 2017, Helena atuou junto às equipes de facilitadores na cultura de paz em Moçambique

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Cinco dias após ser informada, através de um e-mail, que havia sido selecionada para um dos maiores programas de treinamento sobre mudanças climáticas do mundo, o Climate Reality Leadership Corps, a pedagoga Helena Schimitz ainda tentava organizar os pensamentos, na manhã de segunda-feira (10), para assimilar o conteúdo da mensagem.


Aos 25 anos, a aluna do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Passo Fundo (UPF) estava em casa, na cidade de Ibiraiaras, quando viu a notificação do comunicado. “Eu fiquei lendo mil vezes”, contou com a voz ainda eufórica. “Eu não esperava. É muito novo para mim”, prosseguiu. A pedagoga, que atua há sete anos como facilitadora em mediação de conflitos na iniciativa global Alternative to Violence Project, integra a comitiva brasileira eleita para encontrar-se, entre os dias 08 e 10 de março, com ex vice-presidente norte-americano na gestão Bill Clinton (1993-2001), e Nobel da Paz, em 2007, Albert Gore, em Nevada nos Estados Unidos (EUA). “O programa leva grandes líderes fornecendo treinamento em ciência climática, comunicação e organização para contar melhor a história das mudanças climáticas e inspirar as comunidades de todos os lugares a agir”, explicou.


Campanha

O impacto da surpresa, no entanto, logo foi substituído pela mobilização de amigos para financiar a viagem da jovem. A campanha “Helena pelo Clima” foi criada na plataforma virtual de financiamento coletivo Vakinha para subsidiar as despesas, estimadas em R$ 8 mil, de transporte aéreo, visto de entrada e hospedagem durante os três dias de conferência global. “É uma situação bem nova de pedir recurso porque eu não fazia isso”, disse. Faltando um mês para o embarque, a jovem líder conseguiu arrecadar R$ 965 reais. “Eu nunca imaginei ter essa oportunidade. Era algo distante, mas estou surpresa com a acolhida. Pessoas não tão próximas que se dispuseram a ajudar”, mencionou a pedagoga que, na fase final da escrita da dissertação do mestrado, diz dedicar-se à pedagogia social. “Pensar a escolar como um local social e não apenas de aprendizagem”, resumiu.


Em 2017, conforme relembrou, ela esteve no Nepal representando a América Latina na formação de grupos de trabalho para atuar na cultura de paz em Moçambique. “Eu acredito muito no poder do diálogo e essa é uma proposta pé no chão. Serão dez atividades para cumprir no ano com impacto regional”, enfatizou Helena sobre o Climate Reality. “Não tenho medo em pensar diferente. Algumas pessoas me perguntaram sobre a delicadeza do tema [ambiental], mas penso que se deve trazer a discordância para a mesa e dialogar”, ponderou.

 

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