Estudo estima mais de 5,6 mil pessoas infectadas no RS

Pesquisa coordenada pela UFPel testou e entrevistou cerca de 4500 pessoas em nove cidades. Em Passo Fundo, estudo foi realizado com o apoio da UPF, UFFS e Imed

Por
· 1 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?

s dados referentes à primeira fase da pesquisa inédita no Rio Grande do Sul que visa estimar, com base científica, o percentual da população gaúcha infectada pela Covid-19 e o ritmo de avanço da pandemia no estado, foram divulgados na quarta-feira (15). De acordo com a pesquisa, a estimativa é de 5650 pessoas tenham sido infectadas pela Covid-19 no Rio Grande do Sul. Segundo os pesquisadores, estima-se que para cada caso notificado, existam cerca de quatro casos não notificados.Os índices foram apresentados pelo reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Pedro Rodrigues Curi Hallal, durante uma coletiva de imprensa realizada pelo governador Eduardo Leite, no Palácio do Piratini. 

Nesta primeira etapa do estudo, que é coordenado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) foram entrevistadas e testadas 4189 pessoas em nove cidades: Pelotas, Santa Maria, Santa Cruz, Uruguaiana, Passo Fundo Ijuí, Caxias Canoas e Porto Alegre. Em Passo Fundo, o estudo contou com o apoio da Universidade de Passo Fundo (UPF), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e Instituto Meridional (Imed). No município, foram 500 pessoas foram entrevistadas e testadas por professores, pesquisadores e estudantes das instituições de ensino. As visitas domiciliares ocorreram entre os dias 11 e 13 de abril.

A pesquisa busca estimar o percentual de gaúchos com anticorpos para o vírus; a velocidade de expansão da infecção ao longo do tempo; o percentual de infecções assintomáticas ou subclínicas; e cálculos precisos de letalidade. Para os pesquisadores, o número gerado nesta primeira etapa mostra que a pandemia está em estado inicial no estado, principalmente devido às medidas de distanciamento social, adotado por cerca de 80% da população, e de cuidados com a higiene e etiqueta respiratória adotadas nas últimas semanas. A tendência, de acordo com o reitor, é que os números aumentem nas próximas fases que devem iniciar em duas semanas.

Gostou? Compartilhe