Boe escolta 28 carretas com ração para frangos

Produto estava retido no protesto dos caminhoneiros no município de Nova Araçá

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Milho complementa alimentação de aves: prioridade é mantê-las vivas

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A liberação de um comboio de 28 carretas carregadas com ração para frangos, que estava bloqueada no ponto de protesto no município de Nova Araçá, deve amenizar os efeitos provocados pelo desabastecimento no setor aviário de Passo Fundo. Os veículos partiram no início da tarde de ontem,  escoltados pelo 3º Batalhão de Operações da Brigada Militar, o BOE de Passo Fundo. A  ração seria destinada para manutenção das matrizes e também aos produtores de frango.

 

Presidente da Asociação de Criadores de Frangos de Passo Fundo, Luiz de Jesus, disse  que a ração deixou de ser entregue na terça-feira da semana passada, segundo dia de paralisação dos caminhoneiros. Os últimos estoques do produto foram distribuídos ontem. A associação tem cerca de 70 produtores, a maioria deles instalados na comunidade de São Roque, interior de Passo Fundo. Ao todo, são cerca de 550 produtores ligados à unidade da JBS do município. Totalizando cerca de 10 milhões de aves.

 

Para compensar a falta de ração e evitar a mortandade das aves, a empresa liberou o fornecimento de milho na alimentação. Responsável pela produção de aproximadamente 38 mil frangos, Paulo Rosso, teve de adotar a medida no início da tarde de ontem. "O prejuízo já está feito. Agora o principal é manter as aves vivas. Vamos suprindo com milho enquanto for possível", afirmou. Há 18 anos trabalhando no setor, o produtor afirma nunca ter passado por uma situação semelhante. Apesar das dificuldades, ele diz ser favorável aos protestos. " A greve prejudica por um lado. Mas também precisamos da gasolina e do  diesel para trabalhar. Por isso, acho justa a reivindicação. Só não participo mais porque não posso deixar a propriedade", justificou.

 

De acordo com o presidente da Associação, até ontem à tarde não havia notícia sobre mortandade nos aviários da região de Passo Fundo. A situação é monitorada através das redes sociais. No entanto, Luiz demonstrou preocupação sobre os estoques de milho disponíveis na região. "Não sabemos por quanto tempo  e que quantidades teremos do produto. Por enquanto, estamos adquirindo dos produtores aqui da região" afirma.

 

Outra estratégia adotada pelos produtores é a redução no volume de alimento fornecido às aves. Na propriedade de Jesus, o filho dele, Everton, explicou que o fornecimento caiu de quatro para duas vezes ao dia. Situação que reflete diretamente no crescimento e também na qualidade das aves. "O tempo para o abate é de 29 dias, com essa mudança na alimentação, este prazo deve aumentar bastante, mas elas resistem com o milho", afirma.

 

Sem abate

Além da dificuldade com a alimentação, outra preocupação dos produtores é com as aves que já estão prontas para o abate. Como a unidade da JBS do município está com as atividades paralisadas, os frangos estão sendo mantidos nos aviários.

 

Escolta de combustível

Além de ração para aviários, o Batalhão de Operações Especiais de Passo Fundo escoltou combustível e leite para vários municípios da região. A ação vem ocorrendo há, pelo menos, três dias.

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