Das nascentes às estações de tratamento

Grupo de escoteiros mirins realizou o trajeto que mostrou o caminho das águas da cidade

Por
· 2 min de leitura
Caminho das Águas, é desenvolvida pelo Comitê Rio Passo Fundo, através de uma parceria com a CorsanCaminho das Águas, é desenvolvida pelo Comitê Rio Passo Fundo, através de uma parceria com a Corsan
Caminho das Águas, é desenvolvida pelo Comitê Rio Passo Fundo, através de uma parceria com a Corsan

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

A Alcateia de 16 Lobinhos acompanhados pelos seus chefes – integrantes do grupo de escoteiros Guaranis - puderam visualizar na prática, o processo pela qual a água passa desde a nascente até as estações de tratamento de água e esgoto. A atividade, denominada Caminho das Águas, é desenvolvida pelo Comitê Rio Passo Fundo, através de uma parceria com a Corsan e foi realizada no fim de semana passado.


Conhecer para preservar: este é o objetivo da atividade que apresentou ao grupo o caminho percorrido pela água para que possa chegar à torneira de casa. A proposta, que tem início com uma visita ao Berço das Águas – área que abriga uma grande quantidade de nascentes de quatro das 25 bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul e responsável pelo abastecimento de 60% do estado –, é instigar para o uso consciente e racional dos recursos hídricos e, ainda, proporcionar que se possa compreender o valor e tratamento da água. Por isso, depois de conhecer especialmente a nascente-mãe do Rio Passo Fundo, o Caminho das Águas levou os estudantes até a captação de água da Barragem da Fazenda da Brigada e, mais tarde, para a Estação de Tratamento de Água III, local onde a água passa pelos processos de floculação, decantação, filtração, desinfecção e, por fim, de fluoretação para, então, ser direcionada para as residências da cidade e, posteriormente, para a Estação de Tratamento de Efluentes Araucária, no Bairro Zácchia, onde os alunos conheceram os processos de tratamento de esgoto realizado através das três lagoas de estabilização.


Para a chefe da alcateia, Mari Stela Maritan, chamada pelo grupo de Akelá, a atividade tem a importância para que o grupo se conscientize mais uma vez, pois este trabalho já é realizado na escola e em casa juntamente com os pais. “O trabalho diferenciado realizado durante o percurso permite que as crianças visualizem de onde vem a água e para onde ela vai”, inicia. “É uma atividade que é importante para a vida dessas crianças, e principalmente no ramo Lobinho, com esta instrução, aliada a outros ensinamentos, o grupo consegue a insígnia mundial do meio ambiente a qual possui grande importância para a vida escoteira deles”, explica. O lobinho Lorenzo Quevedo Peralta, de 7 anos, afirmou que a atividade foi muito útil principalmente para aprender o porquê é muito importante cuidar da água. Ressaltou ainda, que muitas pessoas não cuidam da água e acabam jogando lixo no chão ou até mesmo no rio.


Para Claudir Luiz Alves, presidente do Comitê Rio Passo Fundo e responsável pela orientação da atividade, proporcionar que se conheça todo o caminho percorrido pela água, possibilita que se tenha maturidade para entender a necessidade de preservação. “Essa atividade foi pensada para mostrar às crianças, adolescentes e população em geral os fluxos da água na cidade e as interferências que ela sofre até estar purificada e pronta para ser consumida. Mostra, ainda, que as grandes fontes de contaminação dos recursos hídricos são o esgoto e os agrotóxicos e, a partir disso, o que podemos fazer para preservar a água através de pequenas atitudes que podem colaborar para que a poluição e degradação sejam minimizadas no Rio Passo Fundo”, conclui.

Gostou? Compartilhe