Museus recebem mosaicos produzidos em oficinas de Arteterapia

Mosaicos foram colocados nas escadarias do pátio interno do Museu de Artes Visuais Ruth Schneider e do Museu Histórico Regional como um presente pelo aniversário dos museus

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Foram entregues oficialmente ao Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS) e ao Museu Histórico Regional (MHR) os mosaicos produzidos pelas alunas da Oficina de Arteterapia, desenvolvidas pelo curso de Artes Visuais da Universidade de Passo Fundo (UPF). A colocação das obras nas escadarias do pátio interno dos Museus, que pertencem ao Espaço Cultural Roseli Dolesky Pretto, foi concluída na tarde desta terça-feira, dia 22 de maio, e foi considerada um presente da comunidade pelos aniversários do MAVRS e do MHR, celebrado no dia 18 de maio. A entrega também fez parte das comemorações do Mês Internacional dos Museus. 
 
Umas das técnicas de arte mais antigas, os mosaicos ganharam um novo significado nas mãos das alunas da oficina. Desafiadas pela professora e coordenadora do curso de Artes Visuais,  Mariane Loch Sbeghen, há cerca de seis meses, as alunas vêm desenvolvendo os mosaicos a partir de azulejos quebrados, em uma ação que também serviu de conscientização para a reutilização desse tipo de material. “A inspiração dessas escadarias veio do trabalho desenvolvido pelo artista espanhol Gaudi no Parque Güell, na Espanha. Ele é todo construído com essa questão de reaproveitamento de azulejos, xícaras, canecas, coisas que não eram mais utilizadas e ele reinventava através do revestimento arquitetônico. Com essa proposta, eu desafiei as meninas do grupo para fazer um revestimento nas escadarias, que tem mais durabilidade que a pintura, e que, ao mesmo tempo, faz esse diálogo com os azulejos da artista Nádia Rossato que já fazem parte das paredes do Museu”, explicou a professora. 
 
Segundo Mariane, foi uma proposta pedagógica e de muita pesquisa até que se chegasse no resultado apresentado hoje. Além disso, a coordenadora também trabalhou o papel das alunas como cidadãs. “São senhoras da terceira idade preocupadas também com o papel delas como cidadãs. Tem-se aquela ideia de que pessoas mais velhas não fazem nada. Eles também têm sua parcela de parceria com a comunidade, eles também podem contribuir positivamente com a comunidade”, destacou. 
 
Para a coordenadora do MAVRS e do MHR, Tânia Aimi, a ação de embelezamento das escadarias são uma forma de chamar a atenção da comunidade que sempre passa pelo local e nem sempre entra para visitar os Museus. “A gente sabe que mosaico é um trabalho bastante difícil de fazer, mas o esforço das alunas resultou em uma homenagem maravilhosa. A gente fica muito agradecido e, com certeza, vai causar um impacto positivo nas pessoas que passam por aqui, vai chamar a atenção e as pessoas certamente vão entrar nos Museus para olhar os mosaicos e também o que nós temos aqui no pátio, que são várias obras de artistas da comunidade”, completou. 
 
Arteterapia
Oferecida há mais de 20 anos, a Oficina de Arterapia é vinculada ao Programa Comunidades Sustentáveis e ao Projur Mulher e Comunidade, da Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (VREAC), que incentiva iniciativas que visam à sustentabilidade, à preservação do meio ambiente e à importância das relações humanas. Semanalmente, o grupo de mulheres da terceira idade se reúne para participar de atividades, que são articuladas com recursos das artes visuais e também da música e de outros recursos dramáticos que integram a arteterapia. As aulas são realizadas no Espaço de Ação Educativa do MAVRS e do MHR. Além da professora Mariane, as atividades também são conduzidas com a ajuda de uma bolsista do Programa de Apoio Institucional a Discentes de Extensão e Assuntos Comunitários (Paidex) e de duas bolsistas voluntárias. 

 

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