Oncologia Pediátriaca do HSVP busca melhorar a rotina hospitalar

Encontro entre o MP e apoiadoras do Projeto Educacional de Oncologia Pediátrica busca novas ações de auxílio às crianças em tratamento

Escrito por
,
em
Apoiadoras e participantes do Projeto mostram livro construído pelas crianças e adolescentes da ala oncológica

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

Em reunião na tarde ontem, 17, foram definidos quais serão os próximos passos para melhorar a vivência das crianças que frequentam o centro oncológico do HSVP. Através de atividades pensadas de maneira lúdica, os pacientes e as famílias podem melhorar a rotina hospitalar. A escola hoje atende 51 crianças de Passo Fundo e região. Em fevereiro de 2016 foi criado, dentro do Hospital São Vicente de Paulo, um centro educacional para atender às crianças que estão em processo escolar e precisam se ausentar das aulas para realizar tratamentos oncológicos. Por meio de parcerias desenvolvidas entre o Projeto Educacional e as escolas de origem dessas crianças, através do envio das atividades e tarefas, é possível que elas mantenham a rotina e não percam o ano letivo, contando também com o trabalho de professoras do município que voluntariamente auxiliam esses pacientes. Silvia Ricci é uma das professoras, e conta que a ala pediátrica desenvolve atividades lúdicas em conjunto com as atividades escolares, atendendo crianças desde os 4 anos até o final do ensino médio. A Escola não tem custo algum às famílias e, para a promotora Ana Cristina Ferrareze, é uma maneira importante de não deixar essas crianças isoladas de suas rotinas e da realidade com que estão acostumada, sendo que a escola e as atividade nela desenvolvidas são um modo dos jovens pacientes perceberem que apesar das mudanças, eles ainda têm uma vida como qualquer criança.

 

Para a psicóloga Janaína Reolon Biasi, que acomapanha as crianças em tratamento oncológico e suas famílias há doze anos, ter a parte educacional e pedagógica dentro do Hospital foi uma grande conquista. “A gente conseguiu trazer um pouquinho da rotina de uma criança que não está doente para dentro do hospital, então eles tem momentos de muita alegria, eles brincam muito, eles aprendem, estudam, convivem, interagem entre eles, então pra nós foi com certeza um grande benefício.”


Na reunião, ficaram definidos inúmeros projetos que devem ser colocados em prática através de parcerias com projetos de extensão da Universidade de Passo Fundo. A intenção é que as atividades, entre elas de musicalização, pintura, artesanato, leitura e culinária, envolvam, além das crianças, suas famílias, inclusive aquelas que não moram em Passo Fundo. Entre as práticas e dinâmicas desenvolvidas, está o chamado Projeto Cinderela, que, conforme a psicóloga Janaína, envolveu, na última edição, seis meninas de idade entre 15 e 17 anos em uma festa inteiramente organizada pela ala pediátrica da oncologia do HSVP e o Projeto Desenhando Sorrisos, promovendo humanização ao contexto do tratamento.

Gostou? Compartilhe