Passo Fundo terá ação de alerta contra ofensa sexual a crianças e adolescentes

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Na próxima semana, dia 18 de maio, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data quer lembrar a importância de proteger esta população contra ofensas sexuais como um dever de toda a sociedade. Por conta disso, em Passo Fundo o Centro de Referência Especializado de Assistência Social, vinculado à Secretaria de Cidadania e Assistência Social da Prefeitura, vai realizar um momento de reflexão e conscientização para chamar a atenção de todos os segmentos em razão do crescente número de vítimas desse tipo de violência entre crianças e adolescentes.

Com o tema É a Hora de Fazer Bonito, a coordenadoria está propondo uma pausa durante uma hora nos serviços, iniciando às 14h, como um ato simbólico, onde todos se voltem a causa da conscientização. A ideia é que essa ação ocorra simultaneamente em todos os setores da secretaria, Prefeitura e órgãos de proteção com a distribuição de material e conscientização sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes.

Ao mesmo tempo em que as ações de mobilização ocorrerem nestes locais, o ato É a Hora de Fazer Bonito propõe que as pessoas se utilizem das redes sociais com postagens que simbolizem o movimento e usando a inscrição #É A HORA DE FAZER BONITO. Dentre as sugestões para essas iniciativas estão decorar espaços com balões brancos e amarelos, vestir-se com as cores da campanha, distribuir material informativo para a população do entorno, distribuir flores nas cores da campanha e promover uma roda de conversa temática.

Por que o dia 18 de maio?
O dia 18 de maio é uma conquista que demarca a luta pelos direitos de crianças e adolescentes no território brasileiro e que já alcançou nesse tempo muitos municípios do país. Esse dia foi escolhido porque foi em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), que um crime chocou todo o país e ficou conhecido como o "Caso Araceli". Com apenas oito anos de idade, Araceli Cabrera Sanches foi sequestrada, drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba.

Mesmo com o trágico aparecimento de seu corpo, desfigurado por ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória (ES), poucos foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos. Os acusados eram conhecidos na cidade pelas festas que promoviam. Também era conhecida a atração que nutriam por drogar e violentar meninas durante as festas. Eles lideravam um grupo que costumava percorrer os colégios da cidade em busca de novas vítimas.

Apesar da ampla cobertura da mídia e do especial empenho de alguns jornalistas, o caso ficou impune. Araceli só foi sepultada três anos depois. Por isso, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes vem manter viva a memória nacional, reafirmando a responsabilidade da sociedade brasileira em garantir os direitos de todas as suas Aracelis.

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