Reservatório está 4,03m abaixo do nível

Usina está em obras de automação e teve a licença de operação renovada pela Fepam, neste mês

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Fepam emitiu a renovação da licença de operação da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) do Capingui

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A usina do Capingui está em obras de automação e modernização desde março e nesta semana a CEEE-GT está iniciando a operação experimental para testes finais dos novos equipamentos. O nível do reservatório está em -4,03m, segundo a medição realizada na segunda-feira, 21. Neste mês, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) emitiu a renovação da licença de operação da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) do Capingui.


De acordo com a nova licença, a Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-GT), responsável pela administração do empreendimento, poderá alterar o nível da água do principal reservatório da PCH, desde que mantenha uma equipe de fiscalização no local para o controle da fauna de peixes da região em caso de emergência (quando a redução do nível do reservatório for superior a três metros). De acordo com a CEEE, a companhia continua cumprindo as condicionantes e, no prazo estabelecido no documento, fará suas considerações à Fepam.


O Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas ainda não teve acesso ao documento da licença de operação da usina para poder analisar os termos estabelecidos no documento.


Nível do reservatório
Em fevereiro deste ano, foi constatada redução de aproximadamente seis metros no nível da barragem, o que chamou a atenção das autoridades. Com o intuito de evitar danos ambientais, a Fepam encaminhou, em caráter emergencial, um ofício à CEEE-GT. No documento, a fundação determinou a adoção de medidas operacionais para a recuperação do nível do reservatório. Um relatório de vistoria produzido pela Fepam constatou, posteriormente, que, naquela ocasião, não houve impacto significativo sobre a fauna de peixes.


A nova licença de operação também determina que a CEEE elabore um estudo sobre o comportamento dos peixes em função da oscilação de nível do reservatório para avaliar o impacto ambiental na fauna da região. A estimativa é de que o trabalho seja concluído em cinco anos, pois deve levar em consideração dados relacionados a sazonalidade dos períodos de cheia e estiagem.


Obras
A obra que está sendo concluída no Capingui faz parte de um pacote que abrange outras duas unidades no Norte do RS, com investimento de quase R$ 16 milhões financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Nas usinas de Ernestina (trabalho já concluído), Capingui e Guarita (onde a obra inicia nesta semana). Estão sendo substituídos equipamentos e sistemas em uso, de tecnologia analógica, pelos digitais, que executarão as funções de controle, comando, medição, proteção e regulação. Com a obra, a disponibilidade de geração será ampliada e o monitoramento e telecomando serão feitos a partir do Centro de Operações da Usina de Canastra, em Canela.

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