Sistema remoto começa a ser implementado após três meses sem aulas presenciais

Professores e alunos estão sendo capacitados para uso de ferramentas online

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Divulgação/ON

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Após três meses de suspensão presencial das aulas na rede estadual de ensino, interrompidas gradativamente desde o dia 19 de março, professores e estudantes estão sendo capacitados para o uso do sistema remoto de educação na plataforma digital Google Classroom. 

A ação, iniciada com atraso no começo de junho, segue ao longo do ano letivo de 2020 com a criação de mais de 37 mil turmas espelhadas e mais de 300 mil ambientes virtuais divididos por componentes curriculares no estado gaúcho. A primeira etapa, de ambientação virtual do sistema remoto, já foi concluída com detalhamento das informações de acesso, como login e senha, para que todos possam iniciar o período de capacitação. Os estudantes e educadores iniciam o processo de aprendizado sobre a utilização de todos os recursos disponíveis na plataforma. As aulas efetivas, com a retomada dos conteúdos didáticos apropriados para cada segmento de ensino, estão programadas para iniciarem na segunda-feira (29).

Com a restrição de contato em decorrência da pandemia de coronavírus, os 36 mil alunos matriculados nas escolas públicas de abrangência da 7ª Coordenadoria Regional de Educação (7ª CRE) permanecem em casa, até então, realizando trabalhos solicitados pelos professores, mas sem a introdução de novos conteúdos programáticos. A coordenadora da 7ª CRE, Carine Weber, mencionou que o movimento para a implementação desse sistema híbrido de ensino, envolvendo o ensino presencial com o digital, iniciou ainda no ano passado. “Nenhum aluno pode ficar sem atividades. Temos uma dimensão do todo, mas cada escola sabe as demandas particulares”, disse. “Os alunos precisam se cadastrar na plataforma digital”, lembrou Carine. 

Acessibilidade

Embora o ensino a distância seja a alternativa encontrada para dar continuidade ao ano letivo, alguns educandos continuarão a realizar as tarefas de maneira física por não terem nenhuma possibilidade de acesso à internet nas localidades de residência. Especialmente pela questão geográfica, estes alunos, conforme ressaltou Carina, receberão os conteúdos previstos por meio de entregas de conteúdos didáticos organizadas entre a família e o educandário no qual o aluno está matriculado de forma regular. “A maioria dos alunos têm acesso à internet”, ponderou. De acordo com a coordenadora, a 7ª CRE ainda estuda a porcentagem de estudantes com conexão de internet. A ANATEL estima que, no Rio Grande do Sul, a cada 100 domicílios, 52 possuem banda larga fixa, que assegura a possibilidade de acompanhar as aulas virtuais. 

A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) disse que irá disponibilizar internet patrocinada no celular, exclusivamente para conteúdos educacionais, para alunos e professores que não possuem acesso. Para aqueles que não possuem o dispositivo móvel, as escolas funcionarão em regime de plantão com agendamento, respeitando todos os protocolos de saúde, para que possam utilizar a estrutura da instituição de ensino. 

Para especialista, atraso é inexplicável

Passados mais de 90 dias desde o primeiro decreto de suspensão das aulas, a implementação do sistema remoto de ensino sofreu um “atraso inexplicável” para começar a funcionar, conforme avaliou o professor dos cursos de Engenharia da IMED, Rudimar Pedro. O docente, que também leciona na rede pública de ensino e mantém um canal na internet para o ensino da disciplina de Química, pondera que o ano letivo não pode ser considerado perdido, mas que os alunos da rede pública estão em desvantagem quando comparado aos estudantes da rede privada de educação. “É inegável que o aluno de escola pública está há 10 passos atrás do aluno da rede particular. As escolas privadas reagiram mais rápido”, afirmou. “Os gestores estão lá para anteverem e agirem de forma rápida. Assim como os professores, os alunos da rede pública têm, tranquilamente, todas as condições, basta ter estímulo”, observou.

Como funciona a ferramenta

Através da plataforma Google Classroom serão criadas todas as turmas por escola e disciplina com todos os alunos e professores alocados automaticamente.  O espaço virtual ainda irá contar com recreio, sala dos professores, serviço de orientação educacional (SOE), coordenação pedagógica e salas exclusivas para capacitação dos educadores.

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