Colheita encerra com média de 2,9 mil quilos por hectare

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· 1 min de leitura
Insetos foram favorecidos pelo clima quente e seco do inverno

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A colheita do trigo no Rio Grande do Sul está praticamente concluída, restando algumas áreas na região serrana. A área implantada com o cereal nesta safra é de 757.320 hectares. A produtividade média de 2.955 quilos de trigo por hectare sinaliza uma produção de 2,2 milhões de toneladas, consolidando-se entre as cinco maiores safras da história da produção gaúcha em volume produzido. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (28/11), em convênio com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a produtividade alcançada, próxima de 51 sacas por hectare, também está um pouco abaixo da esperada inicialmente e a qualidade do produto colhido foi prejudicada pelas chuvas em excesso na fase de maturação. A maior parte do trigo obteve PH entre 74 e 78, impactando na redução do preço final da cultura.

Pulgões
A safra de trigo 2019 registrou a maior população de pulgões dos últimos dez anos. Os insetos foram favorecidos pelo clima quente e seco do inverno na Região Sul, resultando numa população cinco vezes superior à média do período 2001 a 2018. A informação está registrada na base de dados da Rede de Monitoramento de Pragas em Cereais de Inverno, que reúne diversas instituições de pesquisa nas principais regiões produtoras de trigo no Brasil.
A combinação de temperaturas acima da média nos meses de abril, maio e junho, com precipitações abaixo da média histórica nos meses de julho a setembro resultaram no aumento das populações de pulgões nas lavouras de inverno na Região Sul.
Na estação meteorológica da Embrapa Trigo, em Passo Fundo, RS, a quantidade de chuvas no inverno (junho a setembro) foi a mais baixa dos últimos 40 anos. “Por exemplo, em 2018 a chuva acumulada de junho a setembro em Passo Fundo foi de 734 mm; em 2019 a precipitação acumulada somou apenas 267 mm no mesmo período, bem abaixo da média histórica. O tempo seco, a temperatura média próxima a 14°C, com disponibilidade de plantas nas lavouras, formaram um ambiente muito favorável para a reprodução e dispersão dos insetos”, conta o pesquisador da Embrapa Trigo, Douglas Lau.

 

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