CPERS arrecada doações para professores da rede estadual

Sindicato que representa a categoria recebeu aproximadamente R$ 300 durante a ação. Valor será utilizado na compra de cestas básicas

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· 3 min de leitura
Pedágio aconteceu sábado, na avenida Brasil

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O 7º Núcleo do Centro dos Professores Estaduais do Rio Grande do Sul/Sindicato arrecadou aproximadamente R$ 300 em dinheiro e quantia ainda não estimada de alimentos não-perecíveis, no último sábado (25), através de um Pedágio Solidário. As doações recebidas durante a ação, que aconteceu na Avenida Brasil, em Passo Fundo, serão revertidas a professores estaduais que têm enfrentado dificuldades financeiras devido ao congelamento e parcelamento do salário da categoria. Segundo o Cpers, além de estar recebendo a remuneração de maneira parcelada ou escalonada há 52 meses, o magistério enfrenta também o congelamento do salário pelo sexto ano consecutivo.


Ainda de acordo com o sindicato que representa a categoria, a situação dos professores estaduais tornou-se ainda mais delicada depois que o governo anunciou que descontaria o salário referente aos dias paralisados no caso de professores que aderiram à greve promovida durante 57 dias. Embora o governo tenha oferecido pagar o salário de professores grevistas em folha suplementar, não abriu mão do corte do ponto. Os dias paralisados ainda seriam descontados em contracheque, em seis parcelas de até 20%. O Cpers orienta os professores grevistas a não assinarem o documento disponibilizado pelo Estado. Segundo a entidade, este assunto será tratado pelo STF, já que a categoria entende que tem direito à greve e que o ponto não pode ser cortado.


O diretor do 7° Núcleo do Cpers, Orlando Marcelino, informou que o valor recebido durante o pedágio será complementado com doações arrecadadas em outras ações semelhantes promovidas pelo sindicato a nível estadual. O dinheiro será usado na compra de cestas básicas. “Nesta segunda-feira, já começamos a fazer a distribuição para seis professores e funcionários. Estamos seguindo o critério de doação para aqueles que fizeram a greve e tiveram os salários descontados. Infelizmente, precisamos priorizar quem está em situação mais emergencial e seguiremos o processo de arrecadação de alimentos e materiais de higiene. Se o governo do Estado não pagar os salários daqueles que fizeram greve, é possível que precisemos dar continuidade à campanha ainda no mês de fevereiro”, explica.


Embora o valor ainda seja insuficiente para cobrir todas as necessidades da categoria, o Cpers considera o balanço do pedágio positivo graças à demonstração de solidariedade por parte da comunidade. “As pessoas têm se mostrado compreensivas com a situação de indignação dos professores e funcionários”, observa Orlando. Ele destaca ainda que, além da arrecadação da comunidade, professores aposentados têm “adotado” colegas, oferecendo uma ajuda financeira a eles durante este período de incertezas.


Reforma RS será votado em sessão extraordinária

A convocação de uma sessão extraordinária para votar os pacotes do projeto de reforma do funcionalismo público, proposto pelo governador Eduardo Leite, foi aprovada nessa segunda-feira, por 34 votos a favor e 15 contra. Os deputados decidiram que as propostas começarão a ser analisados pelo Legislativo nesta terça-feira (28). Apesar de ter encerrado a greve e retomado as aulas, boa parte dos professores estaduais segue se manifestando de maneira contrária ao pacote Reforma RS. Em uma manifestação convocada pelo Cpers, milhares de educadores acompanharam a votação do requerimento na Praça da Matriz, em Porto Alegre, na tarde de ontem.


A categoria deve voltar a se reunir nesta terça-feira a fim de protestar contra os projetos que promovem, entre outros pontos, mudanças na remuneração e no plano de carreira dos professores, além da alteração nas alíquotas de contribuição previdenciária dos servidores estaduais. “Infelizmente, sabemos que os deputados estaduais têm tido uma política submissa ao governo estadual. Pode ser que tenhamos algumas alterações no projeto proposto pelo governo, mas nada substancial a ponto de reverter o imenso prejuízo que ele vai provocar à educação pública e à carreira dos professores e funcionários estaduais. Não falamos apenas de um prejuízo financeiro e imediato, que promove congelamento e redução de vencimentos, mas também de um reflexo à qualidade da educação pública estadual. É um pacote da morte – não só da carreira dos educadores, mas também da escola pública do Estado”, dispara Orlando.


Como doar
Interessados em contribuir com a campanha de solidariedade podem levar doações em dinheiro, alimentos não-perecíveis e materiais de higiene à sede do 7° Núcleo do Cpers e à Escola Estadual Joaquim Fagundes dos Reis.

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