Italianos conversam com passo-fundenses sobre imigração e cultura

O encontro acontece a partir das 16h na Galeria Estação da Arte. A entrada é gratuita.

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A pesquisadora e professora Giorgia Miazzo e o arquiteto e professor Gianluca Parise estarão em Passo Fundo no próximo sábado, 17, para conversar sobre imigração italiana no Brasil, arquitetura, língua, gastronomia e outros aspectos culturais relacionados ao tema. Na oportunidade, será exibido um documentário italiano produzido pela dupla. Ainda, livros e demais materiais desenvolvidos ao longo de 15 anos de pesquisa estarão disponíveis para aquisição.

Juntos eles elaboraram o projeto “Cantando in Talian”, que é uma pesquisa histórica e acadêmica sobre o fenômeno da imigração trivêneta no Brasil e da herança cultural e social dos povos oriundos das novas terras. A tradição, os usos e os costumes, a música e, especialmente, a língua tornam-se ainda hoje o vínculo ideal entre as fases de migração das décadas 1880-1950 e das novas gerações de descendentes.

O projeto é baseado num percurso profissional que ocorreu entre a Itália e o Brasil, com intervenções e atividades de ensino nas universidades, administrações públicas e associações culturais, em particular no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. O Talian (ítalo-vêneto-brasileiro) é falado por quase dois milhões de ítalo-brasileiros e acaba sendo um enlace vivo, útil para fortalecer as relações sócio-econômicas e profissionais entre instituições, empresas e comunidades locais.

O encontro acontece a partir das 16h na Galeria Estação da Arte (na antiga Estação Férrea). A entrada é gratuita.

Os visitantes
Giorgia Miazzo é professora de ensino universitário, escritora, intérprete e tradutora, jornalista e líder de turismo. Morou na Inglaterra e Espanha. Apaixonada pela cultura latino-americana, ficou na República Dominicana, trabalhando com a Câmara de Comércio, e no Brasil, especializando-se no ensino e pesquisa linguística. Vivenciou diversas realidades dos países em desenvolvimento nas Américas, como o México, Cuba, Honduras, Venezuela, Peru, Chile, Paraguai, Uruguai e Argentina e na África, como Angola e Senegal, na Ásia, como Índia, Tailândia e Birmânia. Programou um projeto relativo à reconstrução da memória histórica e cultural para as Américas, em que expõe o fenômeno do Talian – língua nativa falada na América pelos emigrantes italianos e, sobretudo, vênetos. É consultora regional da Associação da Regione Veneto “ANEA” na Itália.

Gianluca Parise é arquiteto, professor de tecnologia e história da arte. Amante da arquitetura sustentável, trabalhou no Chile, México, Brasil e Togo com projetos de vários tipos. Representa a parte pragmática e antropológica do projeto, com intervenções na arquitetura, história e economia do Vêneto e da Itália.

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