Cpers faz pedágio para ajudar professores

Entidade também orienta que os grevistas não assinem termo de adesão para folha suplementar

Por
· 1 min de leitura

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

O 7º Núcleo do Cpers/Sindicato realiza no sábado, 25, entre 9h e 12h o Pedágio Solidário para ajudar professores que passam por dificuldades financeiras. O pedágio acontece na Av. Sete de Setembro esquina com Av. Brasil e o objetivo é arrecadar alimentos não perecíveis ou doação em dinheiro. Segundo o Cpers, é o sexto ano de congelamento de salários e há 52 meses recebendo parcelado ou escalonado, situação esta que também atinge os aposentados.
Há professores enfrentando ameaça de despejo e com dificuldades de comprar o básico como alimentação. A situação ficou pior quando o governo decidiu descontar os dias parados em função da greve. Sobre isso, o governo está ofertando uma folha suplementar para descontar parcelados os dias parados. O Cpers orienta aos professores grevistas a não assinarem o documento disponibilizado pelo Estado. Segundo a entidade, este assunto será tratado pelo STF, já que a categoria entende que tem direito a greve e que o ponto não pode ser cortado.
O que o governo propõe
O governo está disponibilizando aos servidores da Secretaria da Educação que tiveram dias descontados nos salários de novembro e dezembro por conta da greve, que formalizem a adesão ao pagamento da folha suplementar. Os interessados em receber os dias parados, que posteriormente serão descontados em parcelas, terão até esta sexta-feira (24/1), às 14h, para confirmar a adesão.
Ao ler e concordar com o Termo de Adesão, o servidor automaticamente passa a integrar a lista de matrículas que receberão o pagamento no dia 28 de janeiro. A partir da folha de março, esses valores serão descontados em parcelas mensais e consecutivas, até o limite legal de 20% da remuneração.
Os servidores que fizeram greve e que não aderirem ao termo não receberão os salários relativos aos dias não trabalhados de novembro e dezembro. O aviso do procedimento para adesão foi enviado por e-mail aos servidores que tiveram os dias de greve lançados. A comunicação será feita pela plataforma online similar à do Recadastramento de Ativos, da Secretaria da Fazenda, por meio do e-mail cadastrado.
No mês de fevereiro, serão feitos os ajustes financeiros relativos aos dias de greve do mês de janeiro em data a ser definida para nova folha suplementar.
Mobilização
O Cpers também se organiza manifestação em Porto Alegre para acompanhar a votação do pacote na próxima semana, na Praça da Matriz. A mobilização começa com um ato em frente ao TJ-RS para cobrar respeito ao direito à greve e o julgamento do corte de ponto. A categoria pretende ficar concentrada até a sexta-feira.

Gostou? Compartilhe