Plantio da soja se aproxima do fim e oscilação do dólar preocupa

Reflexos da variação da moeda americana podem ser sentidos na lucratividade dos produtores. Mesmo assim, área da cultura aumentou na região

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· 2 min de leitura
Agrônomo da Emater Regional de Passo Fundo, Cláudio DóroAgrônomo da Emater Regional de Passo Fundo, Cláudio Dóro
Agrônomo da Emater Regional de Passo Fundo, Cláudio Dóro

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O plantio da soja está na reta final na região. A chuva do último final de semana favoreceu as áreas já implantadas e garantiu a umidade necessária para as áreas que ainda serão semeadas nos próximos dias. Apesar do clima de otimismo, uma situação tem preocupado os produtores. A oscilação do dólar entre o momento de compra de insumos e agora, pode causar reflexos negativos na lucratividade. No entanto, o resultado final dependerá, principalmente, do clima no decorrer da safra e da cotação da commodity no final do ciclo.


Conforme o engenheiro agrônomo da Emater Regional de Passo Fundo, Cláudio Dóro, mesmo com a diferença do dólar, o produtor manteve a intenção de plantio e a área, inclusive, aumentou na região, em relação ao ano anterior. A apreensão se dá devido ao produtor ter adquirido os insumos com o dólar em alta, acima de quatro reais e com a perspectiva de vender com o dólar próximo dos R$ 3,65 a R$ 3,70, pela tendência atual. “Isso pressupõe que poderá ocorrer uma redução na lucratividade. Mas vai depender do clima, que poderá compensar ou não essa diferença e também o preço no mercado”, pondera Dóro.


Da mesma forma que alguns fatores podem convergir para uma resultado inferior ao esperado, alguns fatores podem influenciar positivamente. “Tem muitas coisas que podem inverter o quadro. O produtor não reduziu a tecnologia nem a área. Ele investiu pesado novamente”, pontua. O plantio está em andamento e dentro de uma semana deve estar finalizado nas áreas mais próximas de Passo Fundo.


O principal custo da lavoura se dá no início da safra, com a compra de sementes e adubo. Porém, no decorrer do desenvolvimento, o produtor continua investindo em fungicidas e inseticidas que, embora tenham uma representatividade menor no montante, são gastos que ele tem no decorrer do ciclo. “O pessoal plantando com boa umidade, choveu bem e a soja vai germinar bem. O clima tem ajudado e o preço também tem se mantido em um bom patamar. Agora tem que torcer para um bom clima no decorrer da safra”, reitera.

 

No Estado
Segundo o último Informativo Conjuntural da Emater Estadual, o plantio da lavoura de soja no Estado se intensificou no último período, atingindo cerca de 48% de área estimada (5,9 milhões de hectares), beneficiado pelas condições meteorológicas. Já são observadas lavouras do cedo com formação de bom estande de plantas. Nas regiões produtoras, 40% das lavouras implantadas estão em germinação e desenvolvimento vegetativo.


A área semeada com milho no estado chegou a 81% da projetada inicialmente (738 mil ha), estando 66% em desenvolvimento vegetativo, 9% em floração e 4% em enchimento de grão. Em boa parte dos municípios produtores, especialmente no Noroeste, já foi implantada a primeira safra. O padrão das lavouras é muito bom, boa área folhar, bom aspecto fitossanitário e alta densidade populacional de plantas. As lavouras com excelente desenvolvimento até o momento, demonstrando ótimo potencial produtivo.

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