Qualidade do ar em tempo real

Projeto de pesquisa é desenvolvido por acadêmica do curso de Engenharia Ambiental e conta com a participação do Mestrado em Computação Aplicada

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Um dos grandes desafios das cidades na atualidade é o controle da poluição atmosférica. O aumento das condições que prejudicam o sistema e a consequente preocupação com a qualidade do ar que respiramos foram os aspectos motivadores para a pesquisa “Smart e learnign Campus”. Desenvolvido como Trabalho de Conclusão de Curso da acadêmica do curso de Engenharia Ambiental Janaina Mazutti, o projeto fornece dados sobre a qualidade do ar em tempo real no Campus I da Universidade de Passo Fundo (UPF). A ação também integra a dissertação de Mestrado em Computação Aplicada do mestrando Fernando Manchini.
 
A ideia, de acordo com Janaina, foi integrar as tecnologias smart e otimizar o espaço do campus universitário como um local de aprendizado extraclasse ou o chamado lifelong learning. 
 
O projeto tem o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de um smart campus, fornecendo dados referentes à qualidade do ar em tempo real e colaborando com a formação de um learning campus, na medida em que disponibiliza aos usuários informações que se convertem em conhecimento referente à qualidade do ar. “O smart campus, que deriva do conceito de smart city, é o ambiente capaz de coletar dados e transformá-los em informações, tendo como finalidade a melhoria da qualidade de vida dos usuários. No momento em que essas informações são transmitidas aos frequentadores dos espaços, ocorre a formação de conhecimento, e assim surge o learning campus, o campus universitário que fornece oportunidades de aprendizado aos seus usuários que vão além dos currículos acadêmicos”, explica a acadêmica.
 
Para a realização desse projeto, sensores de monitoramento da qualidade do ar foram instalados em dois pontos do campus. O primeiro, na parada de ônibus em frente à central de salas, com grande circulação de veículos, e o segundo na entrada oeste do Centro de Convivência, próximo à farmácia Panvel, onde não ocorre circulação de intensa de veículos.
 
Uma preocupação mundial
Janaina ressalta que os poluentes monitorados são dióxido de nitrogênio (NO2), dióxido de enxofre (SO2) e monóxido de carbono (CO), todos relacionados diretamente com as emissões veiculares. Além do Índice de Qualidade do Ar, são disponibilizadas informações referentes às principais fontes dos poluentes monitorados, danos à saúde causados pela exposição ao ar poluído e estratégias de redução das emissões atmosféricas tanto por parte dos cidadãos quanto da gestão pública.
 
Segundo ela, o trabalho torna-se importante porque vai ao encontro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que tratam do combate à poluição atmosférica. “Mundialmente, muitas ações e projetos estão sendo desenvolvidos com o objetivo de melhorar a qualidade do ar e consequentemente a qualidade de vida dos cidadãos. No Brasil, existem algumas iniciativas, no entanto, ocorre dificuldade do acesso às informações e consequentemente a qualidade do ar torna-se um tópico pouco difundido. Assim, é importante não apenas informar o cidadão sobre a qualidade do ar que respira, mas também promover a educação ambiental e conscientizar sobre as principais fontes de emissões e os danos à saúde”, ressalta.
 
A orientação do trabalho é da professora Dra. Luciana Londero Brandli, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGEng), com coorientação da professora Me. Vanessa Tibola da Rocha. Como integra a dissertação do mestrando Fernando Manchini, do Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada (PPGCA), a pesquisa também conta com a participação do professor Dr. Roberto Rabello, que orienta o mestrando.
 
A professora Luciana explica que o projeto é um embrião de um grupo de pesquisa que envolve o PPGCA, o PPGEng, os cursos de Engenharia Ambiental e Engenharia Civil, além do Parque Científico e Tecnológico (UPF Parque). De acordo com ela, o projeto pode ser chamado de “laboratório vivo”. 
 
A ideia, segundo a orientadora, não se limita a passar o conhecimento de como está a qualidade do ar, mas informar como é possível reduzir os poluentes e como esses poluentes afetam a vida. “Queremos envolver a comunidade acadêmica em assuntos sobre grandes problemas globais.  Toda questão global tem uma manifestação local - em algum lugar, em todo lugar. E o nosso papel, como universidade, é tirar proveito desse espaço que temos aqui para desvendar soluções para esses problemas globais”, reforça.
 
Como participar?
A comunidade acadêmica e geral que circula pelo Campus I pode interagir acessando os QR Codes presentes em cartazes distribuídos nos pontos, ou também pelo link http://upf-smart-campus.manchini.com.br/#/0.
 
Os dados coletados são enviados à plataforma, na qual toda a comunidade acadêmica e externa pode conferir o índice de Qualidade do Ar nos dois pontos monitorados, em tempo real.
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