Fenômenos astronômicos atraem o olhar para o céu em dezembro

Eclipse solar parcial foi registrado na segunda (14) enquanto conjunção de Saturno e Júpiter está prevista para o dia 21

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O encobrimento na região Sul, segundo os registros do Observatório Nacional, ficou entre 40% a 60% (Foto: Observatório Espacial de Taquara/Divulgação)O encobrimento na região Sul, segundo os registros do Observatório Nacional, ficou entre 40% a 60% (Foto: Observatório Espacial de Taquara/Divulgação)
O encobrimento na região Sul, segundo os registros do Observatório Nacional, ficou entre 40% a 60% (Foto: Observatório Espacial de Taquara/Divulgação)
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Assim que a nebolusidade se dissipou, na segunda-feira (14), os passo-fundenses puderam observar, ainda que timidamente, parte do Sol encoberto. O fenômeno astronômico parcial foi um dos três eventos galácticos previstos para o mês de dezembro com a pretensão de atrair os olhares e as câmeras para o céu.

O eclipse solar, conforme explicou o físico e professor da Universidade de Passo Fundo (UPF), Alisson Giacomelli, ocorre quando a Lua projeta a sombra sobre uma faixa da superfície terrestre fazendo com que a área escureça durante alguns minutos. “Quem está dentro dessa zona, que chamamos umbra com, aproximadamente, 270km de extensão, observa de forma total. Quem está nos arredores dessa faixa, observa de forma parcial porque se encontra em uma região de penumbra”, esclareceu. Isso justifica a maior visibilidade do fenômeno na região Sul do país e o encobrimento total da estrela central do Sistema Solar registrado em algumas localidades da Argentina e do Chile até às 15h.

O encobrimento na região Sul, segundo os registros do Observatório Nacional, ficou entre 40% a 60%, de acordo com a região. “Nos próximos anos de 2021 e 2022 haverá eclipses totais e anular do Sol, mas que não serão visíveis no Brasil”, destacou a instituição de pesquisa por meio de nota.

Encontro de gigantes

Particularmente entre os dias 16 a 21 de dezembro, ao olhar para o horizonte durante o pôr-do-sol, dois focos brilhantes estarão em evidência após 800 anos. A conjunção dos planetas Júpiter e Saturno é considerada relativamente rara e não ocorria desde 1623. “A olho nu vai ser visto como um planeta só", afirma Giacomelli. Embora a luminosidade de ambos os corpos celestes permita a observação apenas olhando para o céu, o físico aconselha a ir para regiões da cidade onde não haja tanta interferência da luz artificial. O uso de telescópios, por exemplo, permite apreciar os anéis de Saturno e os cinturões de Júpiter durante o alinhamento dos planetas. O fenômeno lembra a Estrela de Belém, que teria guiado os reis magos até a mangedoura do Menino Jesus de acordo com os registros bíblicos, deve durar 45 minutos, será transmitido ao vivo pelo canal LoucosdaFísica a partir das 8h do dia 21, segundo o professor. “Júpiter e Saturno têm viajado juntos pelo céu durante o ano inteiro, mas este mês prepare-se para o verdadeiro espetáculo”, destacou a NASA.

Rastros de luz

Se o alinhamento dos astros marca os dois últimos acontecimentos astrofísicos, o ápice da chuva de meteoros chamada de Geminídeas foi registrada no domingo (13) quando fragmentos de rochas entraram na atmosfera do planeta Terra em alta velocidade e foram incinerados provocando rastros de luz popularmente conhecidos como estrelas cadentes.

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