Solstício de verão marca o começo da estação mais quente do ano

Com o dia mais longo, período será de temperaturas altas e diminuição dos efeitos do La Niña

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Sol brilhou por um minuto a mais quando atingiu o pico de luz às 10h da manhã (Foto: Arquivo/Agência Brasil)Sol brilhou por um minuto a mais quando atingiu o pico de luz às 10h da manhã (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
Sol brilhou por um minuto a mais quando atingiu o pico de luz às 10h da manhã (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
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Para os habitantes do Hemisfério Sul, a segunda-feira (21) ficou iluminada por mais tempo convertendo o dia no mais longo do ano com o início do solstício de verão, que marca o início da estação mais quente. Com essa parte do globo terrestre mais inclinada em direção ao Sol, a estrela central do Sistema Solar brilhou por um minuto a mais quando atingiu o pico de luz às 10h da manhã. 

Isso acontece porque o eixo de rotação da Terra, que divide os hemisférios Norte e Sul, não está alinhado perfeitamente com o Sol. Por isso, os movimentos de rotação, quando o planeta dá um giro em torno do próprio eixo e que dura 24 horas, e translação, em torno do Sol e que dura um ano, provocam fenômenos como dias mais longos e dias mais curtos. “É uma estação que possui duas características: de ser a mais quente e com chuvas acima de 100 milímetros, mensalmente”, pontuou o agrometeorologista da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha. 

Embora a tendência seja de uma diminuição da influência do fenômeno natural La Niña sobre o continente, que deve se estender até o outono segundo Cunha, as projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam para uma queda no volume de precipitação no Rio Grande do Sul. “De qualquer forma, não é um momento de descuidar da conservação da água. Embora já tenhamos passagem de frentes frias e chuvas mais regulares, elas ainda continuam abaixo do normal”, enfatizou o especialista. Essa deficiência hídrica ainda não permite condicionar a uma estiagem severa para os cultivos agrícolas, abastecimento urbano e geração de energia, como mencionou Cunha. 

Já as temperaturas podem oscilar entre o início da manhã e o decorrer da tarde, como aponta o Inmet. “Quanto menos nuvens e umidade, maior a perda de radiação térmica de ondas longas e sensação de queda na temperatura. A amplitude térmica é maior”, explicou o agrometeorologista sobre os amanheceres mais amenos.

Da mesma forma, o Hemisfério Norte experimentará o solstício de inverno, quando a luz solar está no ponto mais distante do ano. A situação se inverte em junho, quando o Hemisfério Sul terá um dia mais distante da luz solar, enquanto o Hemisfério Norte estará no máximo de iluminação.

Fenômeno raro

Também na segunda-feira, com o céu limpo, a conjunção dos planetas Júpiter e Saturno pode ser observada ao pôr-do-sol durante 45 minutos. A aproximação entre os dois gigantes não ocorria desde 1623 e, a olho nu, lembra a Estrela de Belém, que teria guiado os reis magos até a manjedoura do Menino Jesus de acordo com os registros bíblicos. “Se tem alguns estudos científicos, mas não se sabe se eram esses dois planetas. Alguns teóricos afirmam que poderia ter sido uma conjunção entre Júpiter e Vênus”, explicou o professor o físico e professor da Universidade de Passo Fundo (UPF), Alisson Giacomelli.

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