Grandes histórias de amor do cinema para curtir o Dia dos Namorados

Uma lista para ir além de Titanic neste 12 de junho

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Prepare a pipoca e aproveite (Foto: Christian Wiediger/Unsplash.Prepare a pipoca e aproveite (Foto: Christian Wiediger/Unsplash.
Prepare a pipoca e aproveite (Foto: Christian Wiediger/Unsplash.
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Grandes histórias de amor emocionam e marcam a vidas das pessoas há séculos, veja só Romeu e Julieta, por exemplo. O cinema é um dos grandes responsáveis por apresentar essas histórias ao público e o Dia dos Namorados é uma desculpa perfeita para você tirar algumas horinhas para mergulhar nesse mundo de romance. Não importa se você assistirá acompanhado ou sozinho, nós temos uma lista com sugestões para todos os gostos e situações. O professor do curso de Jornalismo da UPF e especialista em Cinema e Linguagem Audiovisual, Fábio Rockenbach, elencou nove filmes para você curtir a data, olha só:

As Pontes de Madison (1995)

O filme dirigido por Clint Eastwood e estrelado por ele mesmo e Meryl Streep é considerado pelo professor como “um dos grandes filmes norte-americanos dos anos 90 e um dos melhores da carreira de Clint Eastwood como diretor”. Ele conta o “romance proibido entre um fotógrafo da National Geographic e uma dona de casa no interior de Iowa na metade do século passado”. O filme tem cenas memoráveis e é uma boa pedida para quem deseja se emocionar. “O final é de moer o coração”, finaliza Fábio.

Harry e Sally, feitos um para o outro (1989) 

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A comédia romântica do final dos anos 80 é uma das favoritas, inclusive, desta repórter. “A comédia romântica roteirizada por Nora Ephron é o mais perto que o cinema americano dos últimos trinta anos chegou de mesclar a discussão das modernas relações de amizade colorida com a screwball comedy dos anos 30”, analisa o professor. O filme é protagonizado por Meg Ryan e Billy Crystal, “em seus melhores momentos da carreira”, segundo Fábio. O filme mostra o clássico enredo de pessoas que se odeiam, mas no final se apaixonam. Mas neste caso demora um pouco mais, são “anos da amizade entre um homem e uma mulher, que evolui do ódio para a cumplicidade e, por fim, para o amor”, conta o professor. Além disso, ao longo do filme vemos depoimentos de casais reais contando suas histórias. “Filme delicioso”, afirma Fábio.

Simplesmente Amor (2003) 

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“Para assistir com um sorriso no rosto”, diz o professor. Esta comédia romântica conta um elenco estelar, composto por nomes como Hugh Grant, Keira Knightley e Liam Neeson. ‘Difícil não indicar essa comédia romântica composta por múltiplas histórias de romances sonhados, vividos e fracassados que se entrelaçam e suas diferentes particularidades”, explica o professor.

O Segredo de Brokeback Mountain (2005) 

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O filme é considerado uma das maiores injustiças do Oscar, inclusive pelo professor. Em 2006, o filme perdeu a categoria de Melhor Filme para Crash - No Limite (2004). “O filme de Ang Lee continua tão bom quando na época em que foi lançado. É uma das mais tocantes e sofridas histórias de amor do cinema, envolvendo dois homens que precisam reprimir seus sentimentos em um meio machista e conservador”, conta Fábio Rockenbach.

LOVING - Uma História de Amor  (2016)

Richard, um homem branco, e Mildred, uma mulher negra, desafiam as leis da Virgínia em 1958 pelo direito de poderem ficar juntos e constituir sua família, chegando até a recorrer ao Supremo Tribunal Federal americano após serem presos por terem relações. O enredo do filme, contado pelo professor, já deixa claro que o filme promete muito drama e emoção. “Essa inacreditável história real rendeu um belo filme de um dos mais subestimados novos diretores do cinema americano, Jeff Nichols” afirma Fábio. O filme de 2016 rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz para Ruth Negga.

A Casa do Lago (2006)

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A história pode causar estranhamento, mas o elenco chama a atenção. Sandra Bullock e Keanu Reeves protagonizam este remake do romance coreano Siworae (2000). “Uma mulher se muda para uma casa na beira de um lago e troca cartas com  um arquiteto frustrado através da caixa do correio, até descobrir que estão vivendo o mesmo dia, mas com dois anos de diferença”, conta o professor. O filme é repleto de momentos de torcida pelo casal até o final de prender o fôlego. “Esse romance com pitadas de fantasia está meio esquecido, mas é ótimo - até Keanu Reeves consegue se sair bem”, diz Fábio.

Doce Novembro (2001) 

Mais um filme de Keanu Reeves para a lista, desta vez com Charlize Theron. “O filme foi um sucesso no ano de seu lançamento, e também mistura romance com pitadas de tragédia na escala perfeita para as lágrimas”, conta o professor. Se essa descrição não te convenceu, olha só a sinopse: “Nelson um dia conhece Sara, que é muito diferente de todas as outras mulheres em sua vida. Ela costuma namorar homens por apenas um mês, e decide que ele será seu "novembro". As razões dela e a experiência que ambos passarão juntos vai mudar suas vidas”, conta Fábio. 

Diário de uma Paixão (2004) 

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Praticamente impossível assistir e não chorar (relato pessoal). “O filme de Nick Cassavetes já se tornou quase uma referência obrigatória nessas datas, a melhor adaptação  para o cinema de um  romance de Nicholas Sparks” afirma o professor. No filme, um senhor idoso conta todos os dias a história de dois jovens para uma uma outra idosa com Alzheimer em um asilo. Ao longo do filme, conhecemos “a história de dois jovens que enfrentam suas famílias e as convenções sociais para ficarem juntos”. Ryan Gosling e Rachel McAdams protagonizam este filme que começa com uma paixão avassaladora na década 1940. “Para ver enxugando as lágrimas”, afirma Fábio.

Carol (2015)

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O filme é considerado pelo professor com um dos grandes filmes dos anos 2010. O romance de época garantiu indicação ao Oscar para as duas protagonistas: ‎Cate Blanchett‎ e ‎Rooney Mara‎. Na história, Therese conhece Carol, uma elegante e misteriosa cliente, na loja de departamentos em que trabalha, e as duas desenvolvem uma relação amorosa que terá consequências sérias para as ambas. “Difícil um filme sobre relações homossexuais não trazer sempre a crítica quanto ao olhar punitivo da sociedade. Aqui, a dupla de protagonistas afiada (Cate Blanchett e Rooney Mara) se unem a um  diretor acostumado a fazer obras de época contundentes (Todd Haynes, do ótimo Longe do Paraíso)”, explica o professor. 

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