Cidadão Quem em nosso próprio mar

A comemoração dos 20 anos de carreira da banda Cidadão Quem atende aos pedidos dos fãs: eles estão de volta e a parada em Passo Fundo é nessa sexta-feira

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Não são poucas as músicas que fazem parte do repertório da Cidadão Quem e, ao mesmo tempo, são parte da vida dos gaúchos. Entre Dia Especial, Pinhal e O Amanhã Colorido, muito do que saiu da mente de Duca Leindecker, Luciano Leindecker e Cláudio Matos – formação atual da banda – foi trilha do cotidiano do sul do país. Uma das maiores bandas do estado, a Cidadão Quem não ficou por aqui e participou de Festivais e turnês pelo país inteiro, foi tema de novelas e teve músicas regravados. Hoje, depois de 20 anos de carreira – cinco deles parados – eles retornam aos palcos para comemorar o sucesso e agradecer o público. Passo Fundo recebe o show “Nosso Próprio Mar” nessa sexta-feira, a partir das 22h, na Pax.

Depois de Humberto Gessinger é a vez de Cidadão Quem escolher Passo Fundo como parada. A ideia é comemorar os 20 anos de estrada com um show que relembre toda a carreira da banda que movimentou os anos 90. O grupo lançou seu primeiro disco em 1993 e manteve suas atividades até 2008. Ao todo, são sete álbuns lançados e mais de 900 espetáculos na bagagem. Além dos sucessos “Dia Especial”, “Amanhã Colorido” e “Os Segundos”, a banda traz “Nosso Próprio Mar”, composição que dá nome ao show de turnê, composta por Duca, para marcar a volta do grupo. Em entrevista, o vocalista conta mais sobre a história da banda, sobre a proposta para os palcos e sobre os projetos paralelos que acompanham os integrantes da banda.

Segundo Caderno: São 20 anos de carreira para comemorar. A Cidadão fez sucesso com diferentes músicas em diferentes épocas. Tem alguma canção que marque mais vocês, aquela que é indispensável nos shows não só pelo público, mas pela banda também?

Duca Leindecker: É difícil e ao mesmo tempo bacana ter esse tipo de dilema. Significa que conseguimos deixar um pouco da nossa música na memória das pessoas. Diria que músicas como Pinhal, Amanhã colorido, Os Segundos, Girassóis, Ao fim de tudo, Dia Especial, foram músicas que marcaram pela execução nas rádios, mas temos músicas como Yoko, Vício, Música Inédita, que pegam por outros motivos. Eu, particularmente, trato todas como filhas e não gosto de pensar que umas sejam melhores que outras.

Segundo Caderno: Nesse tempo de carreira, a banda passou por muita coisa, também. Existe algum episódio que seja impossível não lembrar ao falar da carreira de vocês?

Duca Leindecker: Tem o Primeiro Planeta, o Rock in Rio lll, o Festival de Salvador, mas todos os shows são únicos.

Segundo Caderno: Porque comemorar os 20 anos com um turnê? Qual a proposta de vocês?

Duca Leindecker: A nossa ideia foi atender os pedidos da volta e atender a nossa vontade de tocar juntos novamente. Somos artistas e nossa vida é no palco, seja com Duca Leindecker solo, Mani Mani, Pouca Vogal ou Cidadão Quem.

Segundo Caderno: Além da proposta... Qual é o sentimento de vocês ao subir de novo no palco juntos, cantando as músicas que fazem parte do RS?

Duca Leindecker: Fiquei bem emocionado no show que fizemos no Parque da Redenção na semana passada onde, com todo o frio, compareceram 15 mil pessoas pra cantar com a gente cada música do repertório. De adolescentes até as vozinhas! Acho que ouvir as palavras no canto das pessoas - palavras como "não desista de quem desistiu" - é recompensador. Nos sentimos privilegiados.

Segundo Caderno: Nosso Próprio Mar, que foi composta especialmente para a turnê, é uma canção cheia de interpretações. Quando pensaram nela, pensaram em uma homenagem aos fãs, à entrega deles a banda?

Duca Leindecker: É uma forma de ver. Acho que a obra depois que sai da mão do artista deixa de ser só dele e passa a ser de cada um que se apropria dela pra simbolizar suas experiências. No caso dessa música escrevi para a minha mulher, a Manuela, que se jogou comigo em um lindo projeto de vida e me ensinou a acreditar que vale a pena se entregar.

Segundo Caderno: No fim do ano a turnê acaba. Como fica a banda? Vocês já pensaram sobre isso?  Existe alguma chance de continuarem com shows?

Duca Leindecker: Não. Ano que vem será um ano de literatura, Duca Leindecker solo e Mani Mani. É o nosso plano.

Segundo Caderno: Além da Cidadão, existem os projetos paralelos de cada um. Como vocês pretendem levar isso durante o ano e quais são os planos para depois da turnê?

Duca Leindecker: Tenho feito alguns shows do VVB e muitas palestras do meu novo livro, "O Menino que Pintava Sonhos" intercalando a exaustiva tour da Cidadão. O Luciano leva a Mani Mani. Acho que vivemos uma espécie de nova renascença onde existe espaço para explorar vários espaços ao mesmo tempo.

Segundo Caderno: Falar em projeto paralelo e não falar de Pouca Vogal é impossível. O que era pra ser algo curto, se tornou intenso. Com a volta da Cidadão e do Humberto aos palcos, como fica o Pouca Vogal?

Duca Leindecker: Sim. O Pouca Vogal foi demais. Quase 300 show e três voltas no Brasil. Acho que tudo é possível, mas agora não estamos com a cabeça nisso. Tenho participado da carreira do Humberto e ele da minha. É uma relação que vai durar muito.

Segundo Caderno: E o projeto Voz, Violão e Batucada? Também foi um projeto ousado e que foi muito bem aceito pelo público. Qual a ideia para ele? 

Duca Leindecker: Amadurecer. Acho que ele vai de encontro ao que está no ar. Um momento de subverter os meios tradicionais de se tocar, de se estruturar a música como forma. Me divirto e me sinto desafiado fazendo isso. Acho que é um sinal de respeito comigo e com o meu público estar comprometido dessa forma.

 O show acontece na Pax, nesta sexta-feira, 6, e os ingressos estão disponíveis na Café Americana, DCE UPF, Lojas Multisom e Mad Ness. A abertura das portas está marcada para as 22h.

 

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