Renda de recicladores cai até 20% durante a pandemia

Aproximadamente 80 famílias dependem da venda de resíduos recicláveis em Passo Fundo

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Foto: Gerson Costa Lopes

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A pandemia do novo coronavírus impactou diretamente um setor já vulnerável da cidade, os recicladores. A renda de 80 famílias passo-fundenses depende da separação e venda de resíduos recicláveis. Em um primeiro momento, no mês de março, as cooperativas chegaram a suspender as atividades, já que a indústria não estava comprando os resíduos e a coleta caiu devido ao fechamento de setores da economia. 

Agora, de volta ao trabalho, as dificuldades não foram superadas. “Por mais que tenham voltado ao trabalho diversos pontos diminuíram muito a coleta”, explica Márcia Carbonari, coordenadora de administração do Projeto Transformação. A coleta de resíduos e a renda dos trabalhadores caiu em torno de 10 a 20%. Na Cooperativa Amigos do Meio Ambiente cada trabalhador está recebendo em torno de R$ 600 mensais. “O salário está pouco para manter tudo”, conta presidente da COAMA, Eva de Fátima Godois Chave, de 52 anos.

Solidariedade

Para amenizar os impactos da pandemia, o Projeto Transformação está promovendo uma campanha de arrecadação de alimentos e materiais de higiene para os recicladores. No início, a campanha buscava suprir necessidades emergenciais. Agora, o objetivo é complementar a renda dos trabalhadores. “Em um primeiro momento tivemos mais doações, mas a gente continua”, conta Márcia. Ela considera que campanha tem sido positiva. Já foram realizadas três entregas de cestas básicas para as famílias. A Dona Eva da COAMA afirma que as doações estão ajudando bastante. Na cooperativa são onze trabalhadores e todos têm famílias.

Além de alimentos, Márcia considera importante o recebimento de equipamentos de proteção. “Está em falta no mercado as máscaras que eles utilizavam”, explica. As doações podem ser agendadas pelo telefone (54) 99114-5226.

Descarte correto

Além da separação básica do lixo reciclável do orgânico, um novo cuidado é necessário na hora do descarte dos resíduos. As luvas e máscaras devem ser jogadas fora separadamente, no lixo do banheiro ou em uma sacola própria com identificação, que pode ser feita com caneta. ‘É um grupo bastante vulnerável porque o trabalho dele diário é estar em contato com o resíduo”, ressalta Márcia. Com a separação e a identificação, os recicladores conseguem descartar esse material com mais facilidade. Já sem esses cuidados, os riscos são maiores. “Pode expor muito mais esse reciclador à contaminação”, destaca Márcia.

Destinação

As cooperativas recolhem resíduos como plásticos, papel, vidro, alumínio e ferro. A COAMA recebe os resíduos em seu galpão na R. Cap. Águiar - Vila Popular e também possui um caminhão que busca esses materiais em negócios ou residências. Apenas a COAMA recebe também óleo de cozinha.  Para chamar o caminhão a população pode entrar em contato pelo telefone (54) 9.9131-0502.  Além da COAMA, outras cooperativas atuam na cidade, confira abaixo como contatá-las:

  • COOTRAEMPO: (54) 99645-3076

  • RECIBELA: (54)  99926-0655

  • AREVI: (54) 99919-7454

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