Passo Fundo criou 241 vagas de emprego

Saldo de novembro foi menor do que em 2018, quando haviam sido abertos 485 novos postos de trabalho

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Com comércio mais contido nas contratações, Passo Fundo encerrou o mês de novembro com 241 novas vagas de emprego com carteira assinada. No mesmo período do ano passado, o saldo havia sido de 485 postos de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta semana pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia. Ao total, foram 2,1 mil admissões e 1,9 demissões. 

Apostando nas vendas de fim de ano – Black Friday e Natal –, o comércio historicamente aumenta o número de colaboradores temporários. Porém, neste ano, o setor registrou um número reduzido de contratações, com saldo de 249 postos de emprego. Em novembro de 2018, só o comércio havia sido responsável pela criação de 407 vagas.
Se, por um lado, a geração de emprego do mês costuma ser marcada pelo reforço no comércio para as contratações de fim de ano, a indústria, desacelera. Em Passo Fundo, o setor demitiu 27 pessoas a mais do que contratou no período. A construção civil também encerrou o mês no negativo, com saldo de – 7 vagas. Quem acompanhou o comércio no saldo positivo foi o setor de serviços, com 34 postos de trabalho.

Acumulado do ano
No acumulado do ano, o saldo é de 1.071 postos de trabalho no Município. Até o momento, foram 26 mil contratações e 25 mil demissões no município em 2019. O saldo chegou a ser maior no início do ano, quando Passo Fundo vinha mantendo ritmo de crescimento no emprego. Em março, por exemplo, haviam sido criadas mais de mil vagas de trabalho. Até o terceiro mês, eram contabilizadas mais de 1,7 mil vagas como saldo. Porém, entre abril e julho, o indicador só ficou no negativo. Nestes quatro meses, o déficit foi de mais de mil vagas.

Estado
No Rio Grande do Sul, o saldo foi de 12,2 mil vagas de emprego. O comércio abriu 6 mil postos de trabalho e os serviços, 3,4 mil. A agropecuária também teve saldo positivo, de 3,9 mil. A indústria da transformação fechou 917 postos e a construção civil fechou 317.

Brasil
Em todo o país, o comércio e os serviços estimularam a criação de empregos. Novembro foi o oitavo mês seguido de crescimento. Mais de 99,2 mil postos formais de trabalho foram criados no último mês. Este foi o melhor nível de abertura de postos de trabalho para novembro desde 2010, quando as admissões superaram as dispensas em 138.247. A criação de empregos totaliza 948.344 de janeiro a novembro, 10,5% a mais que no mesmo período do ano passado.

A geração de empregos atingiu o maior nível para os 11 primeiros meses do ano desde 2013, quando tinham sido abertas 1.546.999 vagas no acumulado de 11 meses.
Apesar da alta, a criação de empregos em novembro concentrou-se em poucos setores. Na divisão por ramos de atividade, apenas três dos oito setores pesquisados criaram empregos formais no último mês. O campeão foi o comércio, com a abertura de 106.834 postos, seguido pelos serviços (44.287 postos). Em terceiro lugar vêm os serviços industriais de utilidade pública, categoria que engloba energia e saneamento (419 postos).
O nível de emprego caiu na indústria de transformação (-24.815 postos), na agropecuária (-19.161 postos) e na construção civil (-7.390 postos). A administração pública fechou 652 postos, e a indústria extrativa mineral encerrou 290 postos formais.
No comércio, a criação de empregos foi puxada pelo segmento varejista, com a abertura de 100.393 postos formais. O comércio atacadista gerou a abertura de 6.441 vagas. Nos serviços, os destaques foram venda e administração de imóveis (30.695 postos), serviços de alojamento, alimentação, reparação e manutenção (15.839 postos) e serviços médicos, odontológicos e veterinários (4.786 postos).
Na indústria de transformação, puxaram a queda no emprego as indústrias de produtos químicos, farmacêuticos, veterinários e de perfumaria (-7.140 postos); de produtos alimentícios e de bebidas (-7.040 postos); têxtil e vestuário (-5.309 postos) e a indústria de calçados (-2.399 postos).

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