Pandemia gerou impacto na renda de 52,9% das famílias passo-fundenses

Apesar de significativo, índice é menor que o registrado no Rio Grande do Sul e no Brasil, conforme aponta uma pesquisa realizada pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito da Câmara de Dirigentes Lojistas

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Luciano Breitkreitz/ON Luciano Breitkreitz/ON
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As medidas de enfrentamento à pandemia do coronavírus afetaram de forma significativa a renda de, aproximadamente, 52,9% das famílias passo-fundenses, de acordo com um levantamento realizado pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Passo Fundo. Os impactos foram sentidos, especialmente, pelas classes autônomas e por trabalhadores informais. Apesar de elevado, ainda de acordo com a pesquisa, o índice é menor que o registrado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e no Brasil, quando considerados dados isolados deste locais.

Conforme destaca o presidente da CDL, Sergio Giacomini, Passo Fundo possui, hoje, um público de aproximadamente 188 mil pessoas economicamente ativas. Destas, mais de 46% demonstraram não ter sofrido grandes impactos na renda familiar em função da pandemia. Um número positivo quando considerado que, no Brasil, somente 32,3% das famílias tiveram impactos pouco relevantes em suas rendas. No Rio Grande do Sul, esse índice é de 41,65% e, em Porto Alegre, de 32,14%. “Estas informações trazem algumas reflexões, mas mostram principalmente o quanto nossa matriz econômica mista [em Passo Fundo] nos dá sustentação para superar momentos de crise com menos impacto”, pondera.

Economia mista contribuiu para a redução dos impactos

Setores como a agricultura, serviços, saúde e educação estão entre os principais pilares da economia passo-fundense, segundo o coordenador comercial da CDL, Daniel dos Santos. “Essa economia mista, que não está centralizada somente no comércio, fez com que nós tivéssemos um impacto menor em relação à média nacional e estadual. Claro que estamos olhando o copo cheio e não o vazio – por outro lado, temos mais de 52% de famílias do município que sofreram alguma alteração na renda. Mas é um cenário melhor do que o registrado, por exemplo, na Serra e na Região Metropolitana, que dependem mais do comércio”, pondera. 

Outro ponto apontado pelo coordenador como determinante para que Passo Fundo mantivesse um melhor desempenho econômico, mesmo em meio à pandemia, é a presença de diversas empresas de pequeno porte na cidade. “Além de ser uma economia mista, nós não temos uma concentração de grandes empresas tão expressiva quanto em outras regiões do Estado. Onde temos grandes corporações, elas acabaram se valendo muito mais de mecanismos do governo que permitiram o afastamento de funcionários e a redução de carga horária e de salários, fatores que atingiram a renda destes trabalhadores. Na nossa realidade de pequeno porte, em que já se trabalha com um número reduzido de funcionários em comparação com uma estrutura normal, esses mecanismos não foram tão utilizados”, opina.

O indicador é gerado por inteligência artificial do SCPC da CDL, cruzando inúmeras variáveis de quanto cada CPF teve sua renda impactada pela pandemia.

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