Passo Fundo permanece entre as 10 maiores economias gaúchas

A cidade desceu uma posição na comparação com o PIB de 2013, ficando agora com a 7ª posição

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Passo Fundo permanece entre as 10 cidades com maior participação no Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho, com crescimento nominal de 2.07%. O município foi a 7ª maior economia do Rio Grande do Sul em 2014, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira (14). Em 2013, o Passo Fundo ocupava 6ª colocação no ranking dos maiores municípios. Contudo, o valor de participação aumentou em mais de R$ 200 milhões. Em 2013 o PIB alcançou R$ 7,18 bilhões e, em 2014, saltou para R$ 7,38 bilhões.

O município ficou entre os municípios que apresentaram maior queda na participação do PIB, com -0,11 p.p. A queda de posição deve ser analisada com cautela, conforme a doutora em economia e professora da UPF Cleide Moretto. A especialista explica que há de participação no índice quando um outro município cresce mais, mas isso não significa que Passo Fundo não tenha crescido também. Cleide cita que em relação ao setor de serviços, Passo Fundo é o 4° do estado com maior participação no PIB. “Passo Fundo caiu uma posição, mas acredita-se que isso não tenha a ver com mudança no desempenho e sim com a posição relativa dele perante os demais municípios. Eu acredito que essa diferença de participação foi por aumento de participação de outros municípios que têm como carro chefe a indústria - que não tem participação expressiva no município”.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Passo Fundo, Carlos Eduardo Lopes da Silva, esperava-se um crescimento maior, mas em virtude de uma desaceleração econômica que começou a demonstrar sinais em 2014, Passo Fundo mostrou um PIB satisfatório em relação a outras cidades que tiveram crescimento menor ou estagnaram. “Nós perdemos uma posição, mas o importante é que continuamos crescendo”, argumenta.

Na frente de Passo Fundo ficaram, Porto Alegre, Caxias do Sul, Gravataí, Canoas, Santa Cruz do Sul e Novo Hamburgo. Dois destes - Santa Cruz do Sul e Novo Hamburgo - não estavam na frente de Passo Fundo no PIB de 2013 e apresentaram crescimento. Rio Grande, que em 2013 estava na 5ª posição caiu mais do que Passo Fundo no ranking.

PIB 2015
Composta em 81.56% pelo setor de serviços no PIB, a economia passo-fundense deverá responder bem ao índice de 2015, conforme a doutora. “Como cidade com característica de polo de serviços, continuamos a enfrentar em momentos de crise, porque nós conseguimos absorver a renda de um setor que ainda não teve queda, que é o setor primário - que fornece e gera renda para a economia do município”.

Por tanto, Cleide acredita que no próximo PIB, de 2015, ainda haverá crescimento e apenas no índice de 2016 vão ser sentidos os efeitos da retração. “O município baseado no setor de serviços é o que por último sente os reflexos de uma crise. Tanto que só começamos a observar o desemprego neste último semestre na economia local. Vai se sentir mais em 2016 porque perdemos uma importante fonte de agregação de renda, que foi a Manitowoc”, orienta.

Para o PIB de 2015, o secretário afirma que as evidências apontam para um crescimento mais tímido, em virtude do que se viveu em termos de recessão econômica. O secretário enfatizou que Passo Fundo tem grande potencial de desenvolvimento, conta com empresas fortes e sólidas e uma economia bem distribuída entre os setores, o que faz com que a cidade não sinta tanto os efeitos da recessão.


No RS
O maior setor de atividade no Rio Grande do Sul é o serviços, que gerou um total de R$ 208,6 bilhões em 2014 (58,3% do PIB do estado), seguido pela indústria (20,2%) e a agropecuária (8,1%). O município com maior PIB segue sendo Porto Alegre (R$64,0 bilhões), seguida por Caxias do Sul, Gravataí, Canoas, Santa Cruz do Sul, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Rio Grande, São Leopoldo e Pelotas.

Em 111 municípios a agropecuária é a principal atividade. Já em outros 23 municípios a indústria é o principal setor. Os serviços se destacam em 363 municípios. Segundo o economista da FEE, Guilherme Risco, são vários município em que a atividade agropecuária é o maior setor, mas são cidades pequenas no geral e com isso, no todo do RS, a agropecuária acaba tendo um tamanho geral menor. “Já o setor serviços está presente em todos os municípios de uma  maneira geral, porque tem uma relação mais forte com as outras atividades”, explica.

O maior Valor Adicionado Bruto (VAB) da agropecuária no Estado foi gerado no município de Cachoeira do Sul (1,6% do VAB da agropecuária gaúcha). Já o município de Caxias do Sul teve o maior VAB industrial do estado (9,8% do setor). Enquanto que Porto Alegre se destaca por ser o maior VAB de serviços do estado (22,8% do setor).

O PIB per capita do Rio Grande do Sul foi de R$ 31.927 em 2014. O município com maior valor no Estado continua sendo Triunfo (R$ 184.668,72), devido às atividades do polo petroquímico. Na sequência, destacam-se os Municípios de Muitos Capões (R$ 119.432,80), devido a produção de soja, Horizontina (R$ 103.535,12), em que predominam atividades de fabricação de máquinas agrícolas, e Pinhal da Serra (R$ 98.696,07), que possui uma usina hidroelétrica. Já os menores níveis de renda per capita são: Alvorada (R$ 10.637,61), Ametista do Sul (R$ 10.701,15), Caraá (R$ 10.935,27), Amaral Ferrador (R$ 11.110,28), Dezesseis de Novembro (R$ 11.382,48) e Benjamin Constant do Sul (R$ 11.385,67).

 

Em relação a 2013
No comparativo com 2013, o PIB do RS apresentou, em 2014, um crescimento nominal de 7,7%. Resultado de uma queda de 0,3% no volume produzido e um de um aumento de 8,0% nos preços. O setor que mais contribuiu para esse desempenho foi o de serviços, que cresceu nominalmente 11%. Os setores de indústria e agropecuária também apresentaram variações positivas de 4% e 0,42% respectivamente. Os cinco municípios que apresentaram maior crescimento relativo do PIB nominal foram: Candiota (82,8%), Nova Araçá (49,3%), Lindolfo Collor (37,2%), Santa Clara do Sul (35,4%) e Erval Grande (34,2%).

Os municípios que tiveram maior ganho de participação no PIB do Estado foram: Porto Alegre (0,45p.p), Santa Cruz do Sul (0,21 p.p), Guaíba (0,18 p.p), São Leopoldo (0,12 p.p), Santa Maria (0,08 p.p), Sapiranga (0,07 p.p), Horizontina (0,07 p.p), Pelotas (0,06 p.p), Novo Hamburgo (0,059 p.p) e Bento Gonçalves (0,058 p.p). Em 2014 os municípios que tiveram a maior queda de participação no PIB do Estado foram: Canoas (-0,58 p.p), Rio Grande (-0,39 p.p), Triunfo (-0,34 p.p), Caxias do Sul (-0,19 p.p), Passo Fundo (-0,11 p.p), Aratiba (-0,11 p.p), Erechim (-0,08 p.p), Cruz Alta (-0,05 p.p), Ijuí (-0,04 p.p) e Tupanciretã (-0,039 p.p).

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