Área da Cesa de Passo Fundo vai novamente a leilão

Lance mínimo está definido em R$ 15,2 milhões

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Luciano Breitkreitz/ON Luciano Breitkreitz/ON
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O terreno da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) de Passo Fundo, juntamente com outras seis unidades, serão leiloadas nesta quarta-feira, às 14h, através de um leilão virtual.Os interessados podem se cadastrar até o meio-dia de hoje (3) pelo site www.agenciadeleiloes.com.br. Além de Passo Fundo estão à venda as unidades de  Garibaldi, Lagoa Vermelha, Santa Bárbara do Sul, Capão do Leão e Camaquã.

O lance mínimo para a unidade de Passo Fundo é de R$ 15,2 milhões e envolve uma área de 24.635 m quadrados. Segundo o leiloeiro Daniel Chaieb, o restante do terreno, aproximadamente 4,8 mil metros, segue aguardando julgamento na Justiça.

O caso envolve uma ação de reintegração de posse, de um conjunto de famílias, que teriam sido expulsas do terreno em 1954, por funcionários ligados à Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Quando a estatal fechou as operações, a área foi permutada para construção da Cesa. Conforme o leiloeiro, a família perdeu a ação em primeira instância e aguarda decisão do Tribunal de Justiça do Estado. “Já existe manifestação do Ministério Público contrária ao parecer encaminhado ao Tribunal” alegou.

Dívidas trabalhistas

O objetivo principal do leião é cobrir dívidas trabalhistas da companhia, que era gerida pelo governo do Rio Grande do Sul e que teve sua extinção aprovada pela Assembleia Legislativa em abril de 2018. “Estamos cumprindo um acordo legal feito com o Sindicato dos Auxiliares em Administração de Armazéns Gerais no Rio Grande do Sul”, afirma Fischer.

Segundo o presidente liquidante, das estruturas leiloadas, apenas as de Passo Fundo e de Santa Bárbara do Sul estão atualmente inativas, as outras foram arrendadas para terceiros. “O empreendimento de Santa Bárbara do Sul será dividido em dois lotes”, explica.

Fischer projeta que o leilão atrairá vários interessados, devido à alta do agronegócio, cuja produção neste ano será elevada. “Nada impede que empreendedores de outros setores, como de logística, construção civil ou de supermercados, também se interessem pelos ativos”. Também estão nos planos de serem leiloadas unidade da Cesa em Ibirubá e cinco hortos florestais da companhia.

 

Tentativas frustradas

A venda da unidade foi parar na Justiça do Trabalho após anos de tentativas frustradas de leilão. A companhia encerrou as operações em Passo Fundo há mais de 10 anos, em função da localização. A filial ficou em uma área residencial, o que inviabilizou as atividades de armazenamento e secagem de grãos. Em dezembro de 2011 ela foi colocada à venda pela primeira vez.

Mais tarde, um leilão na modalidade concorrência tipo maior preço, marcado para setembro de 2013 e com um lance mínimo de 19,5 milhões, foi suspenso devido uma ação do Sindicato dos Auxiliares de Administração de Armazéns Gerais do Estado (Sagers) que garantiu na Justiça uma liminar impedindo a venda da unidade. Entre as justificativas consideradas pela 19ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, estavam centenas de processos trabalhistas, reclamatórias na Justiça do Trabalho e, ainda, o cadastro no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas.

Em 2016, o leilão de 50% da área da Cesa de Passo Fundo foi suspenso pela justiça. Conforme informações divulgadas na época, a decisão ocorreu devido a um desentendimento sobre o valor do negócio.


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