Eleições municipais: hora de decidir

Mais de 146 mil eleitores passo-fundenses devem votar no pleito municipal que acontece neste domingo (15)

Por
· 5 min de leitura
(Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE)(Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE)
(Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE)
Você prefere ouvir essa matéria?

Depois de mais de 50 dias de campanha, em uma disputa marcada por uma série de alterações impostas pela pandemia, a corrida eleitoral chega ao fim neste domingo (15). A data marca o dia em que 146 mil eleitores passo-fundenses devem decidir, através do voto, quais candidatos devem ocupar os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador no município. Com menos de 200 mil eleitores, Passo Fundo não está entre as cidades onde há possibilidade de segundo turno nas eleições municipais.

O pleito definirá o futuro do município nos próximos quatro anos – e a escolha é acirrada. Para a eleição proporcional, os eleitores devem escolher 21 representantes entre os 339 candidatos que concorrem para a Câmara. Já nas majoritárias, são sete chapas que disputam a prefeitura municipal.

Pensando em facilitar e tornar mais consciente a escolha dos eleitores, o jornal O Nacional realizou no último mês uma série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Passo Fundo, abrindo espaço para que estes pudessem apresentar as propostas de suas coligações à população. Independente de quem for eleito, estará ocupando o cargo de chefe do Executivo pela primeira vez. Com base neste material, abaixo, compilamos as principais proposições do programa de governo de cada candidato.



Conheça as propostas dos candidatos

Arthur Bispo (PSTU)

Vice-prefeita: Marli Schaule (PSTU) / Coligação: Não se aplica / Número: 16

 

Aos 33 anos de idade, Arthur Bispo é cobrador de transporte coletivo e carrega uma extensa trajetória de participação em movimentos sociais de Passo Fundo. Acreditando que o governo deve ser comandado pelo “povo pobre e trabalhador”, o candidato propõe a construção de Conselhos Populares que possibilitem a participação ativa da população passo-fundenses durante a definição das prioridades municipais. Entre suas principais pautas, Arthur Bispo defende também a revogabilidade dos mandatos de vereadores e prefeitos que não cumprirem suas promessas; a adoção de salários para políticos equivalentes à renda média de um professor; e o desenvolvimento econômico da cidade a partir de incentivos destinados aos pequenos negócios e não às grandes empresas; e investimentos na área social que ajudem a diminuir o abismo socioeconômico da cidade, especialmente com a aplicação de recursos para a construção de moradias populares.


Celso Dalberto (PSOL)

Vice-prefeita: Milena Moretto (UP) / Coligação: “Passo Fundo Pra Gente” / Número: 50

 

Celso Dalberto é professor da rede estadual de ensino e diretor estadual do PSOL. Aos 59 anos de idade, possui graduação em Economia e Pós-Graduação em Psicopedagogia. O candidato apresenta sua chapa como uma alternativa que governará “com as pessoas e não para as pessoas” e promete, como primeira grande ação da coligação, a busca pela regularização fundiária das mais de 50 ocupações urbanas existentes no município. Entre as outros pautas defendidas por Celso Dalberto, figuram a criação de um Conselho da Cidade, composto por populares, para o qual a administração municipal teria de prestas contas de forma permanente; investimentos voltados às áreas periféricas da cidade; a ampliação do acesso à educação infantil; e a promoção da saúde preventiva; e a redução da tarifa no transporte público coletivo, que seria administrado por uma empresa pública, além do passe-livre para estudantes.

 

Claudio Doro (PSC)

Vice-prefeito: João Campos (PSC) / Coligação: Não se aplica / Número: 20

 

Aos 68 anos de idade, Claudio Doro é engenheiro agrônomo, com passagem profissional pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, também produtor rural e empresário. Ingressou na vida pública em 1975, como servidor concursado da EMATER, onde trabalhou por mais de 40 anos. No pleito deste ano, tem se declarado “o único candidato de direita”, “o único a não fazer uso do fundo eleitoral” e apresenta o respeito a “Deus, família e pátria” como a base da chapa. Claudio Doro também defende a geração de trabalho e renda como o principal pilar do seu programa de governo, ao qual descreve como conservador nos costumes e liberal na economia. Outros pontos que o candidato deseja fortalecer, caso eleito, dizem respeito ao sistema educacional, de saúde e de segurança.


Juliano Roso (PCdoB)

Vice-prefeita: Valquíria Bispo (PT) / Coligação “Passo Fundo no Coração” / Número: 65

 

Aos 47 anos de idade, Juliano Roso é professor de História. Na trajetória política, agrega experiências como líder estudantil, vereador do município em três mandatos, deputado estadual no ano de 2014 e vice-prefeito de Passo Fundo durante o primeiro mandato do atual prefeito municipal. Ao descrever as principais mudanças que deseja promover no município, Roso aponta como foco a questão social, defendendo a promoção do desenvolvimento econômico de Passo Fundo atrelado a questões sociais, culturais, educacionais e ambientais. Dentro dessa visão, promete ações com a atração de investimentos e fortalecimento de empresas locais; a erradicação do analfabetismo; a ampliação do acesso à cultura; e a acessibilidade à moradia e ao transporte público de qualidade. Além disso, de acordo com o candidato, caso seja eleita, a chapa trabalhará em duas frentes: uma, com base em um plano voltado ao desenvolvimento e ao futuro de Passo Fundo e, outra, ao enfrentamento e superação da pandemia.


Lucas Cidade (PSDB)

Vice-prefeito: Valdair Gomes (PL) / Coligação: “Passo Fundo de Todos” / Número: 45


Aos 31 anos de idade, Lucas Cidade é graduado em Direito e conhecido no município pela trajetória profissional como radialista. No atual pleito, Cidade propõe a modernização na estrutura e funcionamento da administração pública como medida para criar um ambiente atrativo a novos empreendedores. O candidato também defende, em seu programa de governo, pautas como a melhoria da mobilidade urbana; a criação de programas habitacionais; o foco na elaboração de projetos que ajudem na busca por recursos federais; a otimização orçamentária da máquina pública; a flexibilização e incentivo para criação de novos negócios; e a criação de um planejamento estratégico que pense no município para os próximos 30 anos.

 

Marcio Patussi (PDT)

Vice-prefeito: Marcos Susin (PP) / Coligação: “Passo Fundo quer mudança” / Número: 12

 

Aos 41 anos de idade, o advogado Marcio Patussi já foi eleito vereador em dois pleitos, nos anos de 2012 e 2016. Em 2018, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados, quando ficou na suplência. Patussi é também professor da Faculdade de Direito da Universidade de Passo Fundo e ex-Secretário de Segurança Pública de Passo Fundo. Como pilar de governo, o candidato promete a construção de uma nova agenda econômica e social para Passo Fundo, através da atração de novos investidores, e o fortalecimento do sistema de saúde por meio de programas como o “Fila Zero”. Durante a campanha, também tem defendido questões como a redução do IPTU; o estabelecimento de mais parcerias público-privadas; a educação em tempo integral; a ampliação nos horários de atendimento dos CAIS; a manutenção das estradas do interior para qualificar o escoamento da produção de agricultores locais; e a ampliação do cercamento eletrônico como medida de segurança pública.


Pedro Almeida (PSB)

Vice-prefeito: João Pedro Nunes (MDB) / Coligação: “Juntos por Passo Fundo” / Número: 40

 

Aos 42 anos de idade, Pedro Almeida músico, empresário e graduado em Administração de Empresas e Gestão Pública. Durante a gestão de Luciano Azevedo, atuou como secretário nas pastas de Cultura e Gestão. Projetos direcionados à melhoria da qualidade de vida da população estão entre as prioridades no programa de governo de Pedro, que defende a promoção de um desenvolvimento econômico voltado ao cidadão. As propostas apresentadas pela chapa do candidato também incluem pontos como a retomada econômica do município, através de incentivos aos empresários locais e a disponibilização de linhas de crédito mais acessíveis; a ampliação dos programas de revitalização de espaços públicos; a continuidade de programas do atual governo, como o “Farmácia Mais Perto”, o “Meu Bebê, Meu Tesouro” e a entrega do uniforme escolar; a criação do Hospital da Criança dentro do Hospital Municipal; além de melhorias nos pontos de ônibus.


Gostou? Compartilhe