Valeu pelo teste!

Em amistoso no Vermelhão da Serra o E. C. Passo Fundo perdeu por 1x0 para o SER Caxias, em um bom teste para as duas equipes da primeira divisão.

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Sábado à noite o futebol deu o ar da graça em 2013, no amistoso entre E. C. Passo Fundo e SER Caxias, com a vitória da equipe caxiense por 1x0. Para um diminuto público no Vermelhão da Serra, os dois times mostraram o perfil das equipes que colocarão em campo no Gauchão. No primeiro tempo os técnicos mantiveram as escalações titulares, propiciando um esboço do que seus times farão no campeonato.

No segundo tempo muitas substituições, o gol do Caxias e pouco futebol. Mas, independente do resultado, valeu pelo teste. E próximo será quarta-feira, quando o ECPF recebe o time uruguaio do Cerro de Montevidéu.

Jogando no ritmo da chuva 

A primeira etapa começou regada por uma chuva leve e os entrosados visitantes tocando a bola. O Passo Fundo estava bem postado na defesa, marcou bem e não foi envolvido nas jogadas ofensivas do Caxias. Faltou ao time da casa artifícios para abastecer o ataque, onde João Paulo ficou isolado a espera da assistência dos meias e das raras incursões dos laterais. Aos três minutos a bola que seguia em direção ao gol tocou na mão de Jean, zagueiro do Caxias, que estava na área, mas o árbitro não marcou o pênalti. Depois o Passo Fundo teve chance com Guto que desperdiçou.

A chuva aumentou e aos 20 minutos o Caxias atacava mais e teve dois escanteios. O Passo Fundo era pouco objetivo, mas melhorou e aos 30 Glauber perdeu a chance de marcar. Bom momento também com João Paulo em jogada com o lateral Jeferson, mas o atacante foi derrubado na pequena área após empurrão de Jakcson. Foi o segundo pênalti não marcado para o Passo Fundo na partida.

A chuva diminuiu e, aos 36, o Passo Fundo teve um lance bonito com Diego Miranda, mas o habilidoso meia prendeu a bola mais do que o necessário e perdeu a oportunidade de bater em gol. O Caxias respondeu com um chute em cobrança de falta para boa defesa de Bruno Grassi. Tentativas de um lado e de outro, mas sem gols.

   

Substituindo, sem ritmo e sem chuva

A segunda etapa começou sem chuva e com as primeiras substituições. Nos primeiros minutos o Passo Fundo mostrava mais disposição em atacar. Mas a primeira chance foi dos caxienses em cobrança de escanteio, aos nove, quando o zagueiro Léo Korte cabeceou para fora. Depois um chute de Zambi defendido pelo goleiro William que entrou no intervalo. O Passo Fundo teve um chute de Guto e outro de Diego Miranda, cobrando falta, defendidos pelo goleiro do Caxias.

Novas substituições no Passo Fundo, novas substituições no Caxias. Tantas mudanças que acabaram descaracterizando as equipes e dificultando o acompanhamento da partida. A bola era a mesma, mas confundiam-se os protagonistas. Aos 22 minutos o Caxias mostrou a eficácia da ofensiva pelos flancos, quando o lateral esquerdo Dener cruzou para o cabeceio indefensável de Lino: Caxias 1 x 0.

E o jogo continuou com lances de ataque isolados, gente embolada no meio de campo, faltas nas laterais do gramado e, é claro, mais algumas substituições. E foi entre uma mudança e outras que o Passo Fundo teve chance de empatar aos 27, com Diego Mirando cobrando falta. Ele ainda foi perfeito na assistência, mas Lucas Mineiro não soube aproveitar. Enquanto o Passo Fundo corria atrás do prejuízo o Caxias teve duas excelentes oportunidades para ampliar. Mas a noite das quinze substituições teve apenas um gol. Valeu pelo teste. Um grande teste que teve a participação de 37 jogadores, para desespero dos narradores.

Os técnicos gostaram 

Bem mais do que um espetáculo para o público, o amistoso foi um importante experimento para os treinadores. Um jogo amistoso é sempre muito próximo da realidade de um jogo oficial. Então é óbvio que os técnicos tenham adorado esses 90 minutos de simulação não virtual.

Ricardo Attolini entende que os amistosos são para muitas substituições e “dar um mesmo nível de trabalho a todos os atletas”. Concorda que no segundo tempo o jogo caiu muito. “Mas serviu de base para buscar uma melhor formatação”. O técnico do Passo Fundo entende que Léo Mineiro necessita de mais sequência e Lucas Mineiro, com apenas 20 anos, tem muito tempo para dar certo.

Para o técnico do Caxias, Antônio Picoli, do Caxias, o amistoso “no geral foi muito bom, apesar de que tanto eu como o Ricardo mexemos muito e isso descaracterizou as equipes”. Picoli disse que a base do Caxias para o Gauchão é a equipe que iniciou o amistoso.

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